O piloto luso da Parkalgar Racing Team terminou o dia em sexto, pois optou por não rodar nos últimos 10 minutos da sessão, altura em que a pista estava a secar, preferindo guardar os pneus para o dia de hoje, dia que se espera seja de sol. Eugene Laverty esteve menos inspirado, mas o britânico está ainda numa fase de habituação à moto e no piso molhado essa situação é mais trabalhosa.
Durante a manhã, com a pista muito molhada, Miguel Praia fez o segundo tempo a 51 milésimos de segundo do mais rápido. Na sessão da tarde, o algarvio esteve no segundo posto até ao último minuto do treino, caindo para sexto, numa altura em que a pista estava cada vez mais rápida.
“Optámos por poupar o material nos últimos 10 minutos do treino. Amanhã as previsões apontam para um dia de sol e será muito importante rodar o máximo nessas condições, pois as possibilidades de apanharmos chuva nas duas primeiras provas do campeonato, Austrália e Qatar, são praticamente nulas. Durante a manhã o traçado estava muito molhado, mas rapidamente fiquei a um segundo da marca que aqui tinha feito com essas condições em Novembro, mas nessa altura fiz mais voltas”, começou por explicar o piloto da Parkalgar Racing Team.
“Estou muito contente com o trabalho que toda a equipa fez durante o inverno. Sinto-me melhor e mais confortável em cima da moto. Isso deve-se ao trabalho feito ao nível da suspensão e também de motor, que estão melhores. Mais do que querer terminar o fim-de-semana nos cinco primeiros, o importante é conseguirmos sair daqui com todo o trabalho que temos para fazer bem feito. Naturalmente que era muito bom ficar no lote dos mais rápidos, até porque é sempre uma motivação adicional, mas acho que esse não pode ser o foco principal da nossa atenção nesta altura”, finalizou. Eugene Laverty não foi tão feliz neste primeiro ensaio a sério no AIA.
“Não foi o ideal, até porque a pista estava muito molhada de manhã. Aos poucos começo a perceber melhor a moto e sinto que temos que trabalhar amanhã ao nível da suspensão da frente que está muito macia. Gosto muito da pista, mas mesmo quando secou algumas zonas ficaram com água, fruto do fantástico desenho que tem, com subidas e descidas pronunciadas. Gostava de terminar os testes nos cinco, seis primeiros. Não é importante, até porque não há pontos em disputa, mas serve para vermos onde nos situamos, e por isso era bom conseguir ficar entre os primeiros”, disse o outro piloto da Parkalgar Racing Team.












