“Se as pessoas pensam que falo demasiado, eu aceito. Mas não minto nem me escondo. Agora é fácil dizer que o Simoncelli é agressivo. É como quando te marcam um penálti inexistente e te queixas dos árbitros. Eu tratei de o alertar e após a conferência de imprensa de sábado no Estoril confirmei que ele não o tinha percebido, não o aceitou e com a sua incompreensão não perde só ele, perdemos todos. O primeiro: o Dani [Pedrosa]”, escreveu Lorenzo no seu blog.
“O Dani foi o primeiro grande prejudicado. Zero pontos e uma clavícula partida. Uma pena para um piloto que este ano está na luta pelo título e espero que recupere para a próxima prova, porque não merece tudo o que lhe está a acontecer”, acrescentou, para depois visar Crivillé.
“Também não me agradaram muito as opiniões de um comentador, ex-piloto e campeão do mundo de 500cc que ‘tenta’ comentar as corridas na TVE. Creio que, para além de não ser muito imparcial (…) as suas opiniões nas últimas semanas a defender a agressividade e a pilotagem temerária de Simoncelli contra a de um compatriota não se revelarem muito felizes…”.
Contudo, Crivillé já veio abordar estas declarações, com o site AS.com a citar o ex-piloto: “Tentar é verdade que tento, porque não é fácil falar na televisão e eu sou piloto, não um jornalista. (…) Na antevisão de Le Mans que fizemos na televisão, disse que a atuação de Simoncelli no MotoGP não estava a ser razão para que houvesse esta tensão. Vê-se que não gostou das minha palavras. Eu apoio os nossos pilotos, mas sem necessidade de ir contra os demais. O problema é que Lorenzo quer que todos lhe deem razão e, no MotoGP, Simoncelli ainda não tinha feito nada até ao outro dia. Uma coisa foi o que fez nas 250cc, mas o que fez no MotoGP foi crescer como piloto e ganhar o estatuto de piloto oficial da Honda. Não me importa o que ele diga. Continuarei a apoiar o Dani, a ele ou a outro piloto que não seja espanhol quando o mereça”, é citado Alex.











