Aos 72 anos, Giacomo Agostini foi homenageado em Jerez de la Frontera ao entrar para o Passeio da Fama da cidade. O italiano é uma das maiores lendas do MotoGP e conta com um currículo com números deveras impressionantes.
Na sua carreira conquistou 15 títulos mundiais, sete nas 350cc e oito (sete consecutivos) nas 500cc, o último dos quais aos 33 anos, com a Yamaha, este que foi o primeiro cetro de uma moto a dois tempos na classe-rainha.
Outro dos feitos assinaláveis do piloto italiano remonta ao período entre 1968 a 1971, anos em que se realizaram 69 Grandes Prémios do Mundial de Motociclismo nas duas classes principais, 500cc e 350cc, e todos eles tiveram Giacomo Agostini como vencedor.
Nesse período, a par da supremacia da equipa oficial da MV Agusta, Giacomo Agostini beneficiou da saída da competição do seu principal adversário, Mike Hailwood, mais conhecido como Mike ‘The Bike’, em 1967. Acresce a isto o falecimento do promissor finlandês Jarno Saarinen em Monza, em 1973. Existindo defensores de que estes factores favoreceram a hegemonia de Giacomo Agostini.
Apesar disso, o seu talento é inquestionável e, como o próprio chegou a referir, “há quem tenha nascido artista e há quem tenha nascido poeta; eu nasci para pilotar motos”.










