A verdade é que a manutenção do GP de Portugal é possível, mas não será fácil. Dos cinco Grandes Prémios que se realizam na península Ibérica (Jerez, Barcelona, Valência, Aragon e Estoril) dois terão de sair. Quando falou à rádio espanhola, Ezpeleta disse, taxativamente: “Arágon e Jerez vão continuar. Sobra um Grande Prémio. O Estoril não continuará e vamos ver o que decidimos entre a Catalunha e Valência. Não queremos fechar já nada. Vamos ver como fazemos. O calendário será decidido em setembro”, disse.
Jorge Viegas, presidente da federação de Motociclismo de Portugal é de opinião que está nas mãos do governo português investir na manutenção da prova, pois ela dá bom retorno ao país, que é precisamente o que Portugal precisa: investir e colher frutos. Domingos Piedade, no entanto, prefere agradecer a Carmelo Ezpeleta a manutenção da prova portuguesa no calendário este ano, reforçando que só lá mais para a frente haverá uma decisão final.
Em declarações à Lusa, Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais admitiu que o Grande Prémio de Portugal de motociclismo pode sair do Estoril, mas por “razões que serão ainda mais importantes para Portugal e para Cascais. Estamos a trabalhar todos os dias com o Domingos Piedade [diretor do circuito], com o circuito do Estoril, com o Governo e outras entidades para que se não estivermos aqui [para o ano] por causa do MotoGP estaremos por razões ainda melhores e serão ainda mais importantes para Portugal e para Cascais”, afirmou, sem adiantar mais detalhes. Resta aguardar.












