O objetivo passa por ganhar o estatuto de melhor rookie, mas o ano vai ser de descobertas. Passou com distinção o primeiro grande problema, já que a pista do Qatar era-lhe completamente desconhecida, assim como andar à luz dos holofotes.
Miguel Oliveira tinha dito que quando iniciasse os treinos livres do GP do Qatar, estaria a concretizar o sonho de uma vida. “É o início duma nova etapa na minha vida. Quer queiramos quer não, chegar ao Mundial muda a vida e eu estou muito contente por poder cumprir os meus sonhos”.
Poucos jovens de 16 anos podem dizer o mesmo, que chegaram ao topo da atividade que escolheram em crianças e que, por acréscimo, levaram um país inteiro com eles. É que acontece com o nr. 44 do Team Andalucía Banca-Cívica, a equipa espanhola que servirá de guia nesta viagem de descobertas por 17 circuitos e quatro continentes.
Mas a verdadeira razão que conduziu a esta época histórica para o motociclismo nacional é o talento e inteligência de um jovem que se preparou para este momento durante sete anos, a maioria dos quais passados no país vizinho, talvez a maior escola do motociclismo europeu na atualidade. Ou seja, o futuro é o desconhecido… mas Miguel Oliveira está pronto. E Portugal está pronto para Miguel Oliveira.
Losail era um dos 11 circuitos do Campeonato do Mundo que Miguel Oliveira desconhecia por completo. Na prática, só os cinco traçados ibéricos (Estoril, Montmeló, Jerez, Valência, Aragón) e a pista de Assen (onde ganhou a prova da Red Bull Rookies Cup em 2008) são familiares – uns mais que outros – para o português. Além de todas as coisas que terá de aprender, Miguel Oliveira teve ainda de se habituar a uma prova disputada à noite… ao mesmo tempo que rodava entre os 30 melhores pilotos do Mundo da categoria.










