O campeonato direcionado para talentos femininos continua a dividir opiniões. Foram várias as vozes a favor e outras tantas contra, incluindo algumas pilotos que mostraram o seu desagrado pela iniciativa. A mais recente opinião vinda de uma piloto de alta competição vem de Simona de Silvestro.
A piloto suíça que compete agora nos Supercars, afirmou que um programa de jovens pilotos como o da Red Bull e que tem sido agora usado com sucesso por outras marcas faz mais sentido que uma competição apenas para mulheres:
“Eu não acho que seja a melhor forma de resolver esta situação”, disse de Silvestro ao Motorsport.com. “Se realmente há tanto dinheiro para esse campeonato, há algumas pilotos que foram muito competitivas na série de iniciação. Parece-me que todas estão a ter dificuldades em ter uma oportunidade. Se eu olhar para a minha carreira na IndyCar ou mesmo antes disso, eu nunca consegui uma hipótese com uma equipa de topo. Acho que é isso que falta. Se olharmos para os programas da Red Bull ou Mercedes, esses jovens conseguem sempre entrar nas melhores equipas e ganham. Acho que, pessoalmente, teria sido melhor fazer algo como um programa da Red Bull e ter a certeza de que algumas miúdas tenham uma oportunidade numa equipa realmente boa. Eu acho que isso teria mudado muitos pontos de vista”.
De Silvestro falou seu contrato para correr nas 24h de Daytona com um Acura da Michael Shank Racing, no próximo ano, ao lado de Katherine Legge, e Ana Beatriz e considerou um exemplo perfeito de como estruturar um programa voltado para pilotos do sexo feminino.
“Conheço Katherine e Ana muito bem e são vencedoras nas categorias onde participaram. Quando este acordo surgiu, foi muito fácil aceitar porque eu sei que vamos estar num bom carro. Talvez isso mostre às pessoas que têm a coragem de dar às mulheres uma oportunidade apropriada, que esta é a melhor forma de o fazer.”











