Ao desporto automóvel está intimamente associada a ideia de que atrás do volante está, por regra, um homem. Como tudo tende a evoluir e as realidades vão–se alterando e adaptando, hoje em dia ter uma mulher aos comandos de um carro de ralis, a mudar uma roda, ou a ser comissário de pista, já não causa estranheza, pelo menos, no Ralicross.
Esta modalidade tem atraído cada vez mais elementos femininos e prova disso é que na última ronda do campeonato, no circuito Jules Tacheny, na Bélgica, era possível encontrar-se no Paddock.
A sueca Ramona Karklsson, por exemplo, integra a Comissão de Desporto da FIA e tem a função de atrair o publico feminino para a modalidade. “Falo com mulheres para discutir possibilidades, apoiar e promovê-las e no desporto motorizado em todos os sectores: pilotos, co-pilotos, organizadores, engenheiros, chefes de equipa. (…) Pretendo mostrar que este é um mundo em que elas são capazes de competir nas mesmas condições que os homens.”
“Todas as pessoas deviam olhar para as mulheres como pilotos e não como, ‘olha uma piloto feminina’. Não, ela é um piloto como qualquer outro”, explica Ramona Karklsson.
Já a chefe de equipa da Hansen Motorsport, Susann Hansen, lembra também que são necessários “modelos femininos, penso que é o que precisamos no desporto. Pilotos, chefes de equipa, (…) tudo, isso ajudaria a que mais mulheres assumissem esses papeis.” Fique com o vídeo e conheça na primeira pessoa, a opinião das intervenientes.
Foto: Ramona Karlsson Facebook









