Com o surgimento do Campeonato do Mundo de Ralicross e todo o seu impato em termos mundiais, também em Portugal a modalidade está a rejuvenescer e a prova foi a última jornada do Campeonato Nacional de Ralicross e Kartcross, que foi até à pista da Costilha em Lousada para um encerrar de ano em festa, com grandes corridas, muitos pilotos presentes e, claro casa, cheia a assistir a todo este espétaculo
Super Cars e Super Nacional 4WD
Os Super Cars contaram, desta feita, com uma boa lista ou seja, o equivalente a dizer que tiveram milhares de cavalos em pista! A Final veio a ter um adversário de peso de última hora, com a chegada da chuva a traduzir-se em pista molhada e o aliciante extra, em termos de espectáculo, dos pilotos alinharem com pneus para asfalto seco! José Blanco foi quem melhor se deu com este tipo de condições e dominou as sete voltas, averbando, assim, a primeira vitória da época. Joaquim Santos foi segundo falhando assim por pouco mais de 2 segundos a proeza de vencer sete corridas, em sete participações. Pedro Matos esteve também em bom plano e rodou o que seu Xsara lhe permitiu, sendo o terceiro. Destaque para a presença de Hugo Lopes, que com o título na Super Nacional, alinhou nos Super Cars com o 306 T16, terminando a Final na quarta posição. Na Super Nacional 4WD, categoria que foi integrada na Super Cars, Carlos Fernandes voltou a levar a melhor sobre António Matias.
Campeonato Nacional de Kartcross
O Nacional de Kartcross foi um dos pontos altos do fim-de-semana, já que ao todo estiveram em Lousada cerca de 18 kartcross, muito graças à vinda de alguns pilotos espanhóis. As mangas de qualificação foram feitas por séries, mas a Final contou mesmo com os 18 pilotos em pista em luta direta. O final da reta da meta foi o momento da corrida como seria de esperar a confusão instalar-se mas, ainda assim, com a maioria do ‘pelotão’a sair ileso e com José Carlos Pinheiro a ser verdadeiramente a única vítima. O campeão Pedro Rosário esteve imbatível e foi para a frente da corrida, obtendo mais um triunfo esta temporada. Nuno Bastos foi um forte adversário de Rosário, nunca baixando os braços e terminando a corrida a menos de um segundo do vencedor! A luta pelo lugar mais baixo do pódio foi interessante de seguir, com Bruno Silva a rodar inicialmente na terceira posição mas com o chegar da sétima volta veio a terminar em 5º. Luís Almeida, o vencedor da última corrida, acabou assim por ascender até à terceira posição, com Luís Oliveira a ser a instalar-se em quarto.
Super 1600 e Super 2000
A exemplo da prova anterior, e pelo facto da categoria Super 2000 contar apenas com dois concorrentes, a organização optou por juntar novamente esta categoria com a Super 1600, numa opção que voltou a dar resultados. Em pista houve espaço para grandes duelos, com bons carros e pilotos a proporcionarem um espetáculo de qualidade ao muito público presente. Mário Barbosa regressou e, tal como em Sever do Vouga, saiu de Lousada com mais uma vitória nos Super 1600, que o deixou deveras animado e que lhe poderá servir agora de incentivo extra para regressar em força em 2015. Quanto a Ricardo Soares, é o Campeão dos Super 1600, venceu uma das mangas e na Final foi segundo da geral e segundo entre os Super 1600. João Sousa, apesar de estar fisicamente limitado devido a uma lesão muscular, levou o 306 Maxi a 3º na Final em termos de geral e acabou por vencer a categoria dos Super 2000. Hélder Ribeiro voltou a estar em bom plano e levou o Citroën C2 ao pódio dos Super 1600, quarto da geral, seguido de Bruno Lima, o quarto nos Super 1600 e de Pedro Almeida, o segundo entre os Super 2000. José Artur Teixeira e Magda Oliveira completaram a classificação final.
Super Nacional
Com o título já garantido, Hugo Lopes não alinhou nos Super Nacional e Celso Moura acabou por dominar a prova, apesar de contar com mais cinco adversários, sempre a rodar muitos próximos entre si. O piloto do Peugeot 205 GTI arrancou para a frente da corrida na Final e liderou as sete voltas, terminando o ano em grande, ao vencer em ‘casa’. A luta pela segunda posição foi renhida, com Fábio Silva a rodar inicialmente em segundo, mas a vir a ser surpreendido, na sua ida à Joker Lap, pelo estreante Ruben Lopes que lhe roubou o segundo lugar. O regressado Tiago Seguro, Filipe Ferreira e Ademar Pereira reservaram para si as posições seguintes da tabela classificativa.
Super Iniciação 1400
A divisão que ‘acolhe’ os pilotos mais novos contou apenas com quatro presenças. Com o título já entregue a Ivo Martins e com a ausência de Pedro Pereira, a prova acabou por ter em destaque Gonçalo Leite, que dominou por completo a jornada, vencendo todas as mangas de qualificação e na Final dominou a corrida com mais de 11 segundos de vantagem para Ivo Martins, sempre segundo com uma condução espectacular no seu Toyota Corolla na. José Eduardo Rodrigues garantiu mais um pódio e o foi terceiro classificado. Já Leandro Macedo, o vencedor em Montalegre, acabou por não ter sorte, com problema no motor do seu VW Polo a impedi-lo de repetir o feito.
Troféu Super Buggy
Sendo a única divisão onde estava ainda por definir o título, esta quarta e última ronda do Troféu veio consagrar António Santos e o seu Toniauto. Na Final até foi Luís Santos quem arrancou melhor, com António Santos a rodar em segundo mas com as passagens pela Joker Lap, este último passou para a liderança da corrida e assim obteve a segunda vitória da época. Luís Santos foi segundo, Manuel Guerreiro o terceiro, José Pereira o quarto e Arménio Rodrigues completou o Top 5, enquanto Alexandre Tomás, um dos candidatos ao título, acabou por não alinhar na Final. Nuno Pimenta
Classificação
Super Cars
1º José Blanco (Mitsubishi Lancer Evo VI), 7 voltas em 5m14,202s; 2º Joaquim Santos (Ford Focus), a 2,911s; 3º Pedro Matos (Citroën Xsara WRC), a 8,065s; 4º Hugo Lopes (Peugeot Peugeot 306 T16), a 9,466s; 5º Dany Moreau (Renault Clio), a 25,452s.
Super Buggy
1º António Santos (Toniauto), 7 voltas em 40m59,789s; 2º Luís Santos (Toniauto), a 3,362s; 3º Manuel Guerreiro (Atmos), a 23,493s; 4º José Pereira (Atmos Storm), a 48,910s; 5º Arménio Rodrigues (Atmos Strong), a 6 v.
Kartcross
1º Pedro Rosário (Semog Bravo ER), 7 voltas em 38m032s; 2º Nuno Bastos (ASK Evo 14), a 0,896s; 3º Luís Almeida (Semog), a 3,515s; 4º Luís Oliveira (Semog), a 6,213s; 5º Bruno Silva (ASK 600), a 7,652s; 6º Tiago Capela (Semog Bravo), a 9,000s; 7º Jorge Francisco (Semog Bravo K), a 13,189s; 8º Javier Ortega (Semog Bravo), a 18,349s; 9º Paulo Ferreira (Semog SKC), a 18,811s; 10º Oscar Gomez (Semog Revolution), a 19,323s; 11º Abel Palacio (Semog Revolution), a 19,743s; 12º Victor Gomez (Semog Bravo), a 20,508s; 13º José Mota (Semog Bravo), a 21,924s; 14º Carlos Krieg (Demon Car), a 28,324s; 15º Juan Uega (Speed Car Extrem), a 30,288s; 16º Manuel Pareja (Speed Car Extrem), a 30,503s; 17º Miguel Gomes (Semog Bravo), a 36,736s.
Super Iniciação 1400
1º Hugo Leite (Toyota Yaris), 7 voltas em 5m19,667s; 2º Ivo Martins (Toyota Corolla), a 11,844s; 3º José Eduardo Rodrigues (Toyota Starlet), a 26,562s; 4º Leandro Macedo (VW Polo), a 1 v.
Super Nacional
1º Celso Moura (Peugeot 205), 7 voltas em 5m09,709s; 2º Ruben Lopes (Peugeot 106), a 3,477s; 3º Fábio Silva (Peugeot 205), a 8,335s; 4º Tiago Seguro (Peugeot 306), 9,273s; 5º Filipe Ferreira (Toyota Corolla GTI), a 10,952s; 6º Ademar Pereira (Renault Clio Williams), a 14,086s.
Super 2000
1º João Sousa (Peugeot 306 Maxi), 7 voltas em 4m55,477s; 2º Pedro Almeida (Renault Twingo), a 5,589s.
Super 1600
1º Mário Barbosa (Citroën Saxo Kit Car), 7 voltas em 4m51,908s; 2º Ricardo Soares (Citroën Saxo 1600), a 1,007s; 3º Hélder Ribeiro (Citroën C2), a 12,999s; 4º Bruno Lima (Citroën Saxo), a 18,614s; 5º José Teixeira (Peugeot 106), 21,924s; 6º Magda Oliveira (Toyota Yaris), a 1 v.
Super Nacional 4 WD
1º Carlos Fernandes (Toyota Celica), 7 voltas em 5m55,825s.









