Em carta enviada à FPAK, um grupo que reuniu cerca de 50 pilotos dos campeonatos e taças nacionais de Autocross, Ralicross e Crosscar mostrou o seu descontentamento com os regulamentos aprovados pela Federação para a próxima época do Offroad.
No referido documento estão expostas duas situações que, na opinião daquele grupo de pilotos, são prejudiciais à modalidade: a obrigatoriedade de uma pré-inscrição, e o novo sistema de pontuação e eliminação de concorrentes.
«A pré-inscrição é pedida numa altura em que são maiores os custos, pois trata-se do início do Campeonato», lê-se na carta, datada de 12 de Janeiro. «Por outro lado, é paga em fases, o que obriga a uma caução e um qualquer azar que impeça um piloto de participar no número de provas regulamentado levará ainda a um maior aumento das despesas desse piloto».
Em relação às novas regras de pontuação e eliminação, o documento refere que «os mais novos e os menos experientes serão de imediato eliminados nas mangas de qualificação e não será uma hipotética Final B – que até já nem permite uma passagem para a Final A – que virá dar aos mais novos e menos experientes a já referida aprendizagem».
O presidente da FPAK, Luiz Pinto de Freitas, já veio afirmar que não há razão para alterar aquilo que foi estipulado pela Federação para o Offroad, defendendo mesmo que «esta carta só veio demonstrar um grande desconhecimento dos regulamentos». Criticando o estilo reinvindicativo do documento, Pinto de Freitas refere o Crosscar como o exemplo de uma modalidade onde os pilotos sugeriram, «de forma consciente e responsável, alterações aos regulamentos que entretanto foram sendo efectuadas». O mesmo responsável acredita que as novas regras irão aumentar o número de participantes em cada prova e o espectáculo em pista.











