MOTORSHOW PORTO: TRIUNFO DE ALEXANDRE CAMACHO

Por a 7 Outubro 2019 12:20

Foram muitos os milhares de pessoas que assistiram à vitória de Alexandre Camacho na edição deste ano do MotorShow Porto, com o madeirense a terminar com uma sequência de vitórias de Mário Barbosa, piloto com quem travou uma luta à milésima pela vitória.

Os adeptos portugueses dos ‘motores’ não dispensam uma boa dose de adrenalina, e mais uma vez marcou presença a apoiar o bom espetáculo que se assiste no MotorShow. E este ano isso não foi exceção. Correu bem esta 17ª Edição do Motorshow Autoclássico Porto, houve muito público nas bancadas, e no novo traçado houve também música nova: “Deixem passar esta linda brincadeira, Qu’a gente vamos bailar…” Veio da Madeira o piloto que terminou com uma sequência dominadora. Aos comandos de um Skoda Fabia R5, Alexandre Camacho venceu, depois de uma luta muito equilibrada com Mário Barbosa.

O piloto do ralicross foi dominando as qualificações, com Alexandre Camacho sempre muito próximo, isto apesar de ter chegado ao evento com alguns problemas no seu Citroën DS3 Supercar, que entretanto foram resolvidos pela sua assistência.

Com muito equilíbrio nas qualificações, o duelo travar-se-ia na final, com o campeão madeirense a levar a melhor sobre Mário Barbosa. Na primeira qualificação Mário Barbosa foi mais rápido por 364 milésimos, na segunda foi a vez de Alexandre Camacho se posicionar no topo da tabela de tempos por 651 milésimos. Na derradeira manga, Mário Barbosa foi de novo mais rápido, com Alex Camacho a não forçar deliberadamente, para poupar material e pneus para as finais. Nesta altura, a soma dos dois melhores registos deixava Mário Barbosa na frente, provisoriamente. Na meia-final, Barbosa foi de novo mais rápido, por 253 milésimos, marcando aqui o melhor tempo de todo o fim-de-semana, com 1m04,261s, um milésimo de segundo mais rápido do que o registo que Camacho viria a registar na final, e indicador da luta que se travou entre estes dois pilotos.

Na final Alexandre Camacho levou o Skoda Fabia R5 da PT Racing a um crono de 1m04,262s. Nesta manga, onde tudo se decidia, Mário Barbosa no Citroën DS3 WRX rodou apenas em 1m05,572s, uns furos abaixo do que já havia feito, devido a um problema no sensor da caixa de velocidades.

Mário Barbosa chegava ao Motorshow com uma série de quatro vitórias consecutivas no evento, afirmando que “Perdi para um grande piloto”. Camacho por seu turno considerou ter “dado o meu melhor, e no final isso resultou num triunfo frente a este público fantástico que muito contente me deixa.”

O percurso totalmente desenhado no parque de estacionamento exterior da Exponor acabou por garantir equilíbrio entre a potência de um SuperCar de Rallycross e a maneabilidade de um Skoda Fabia R5 de ralis, e com o traçado a receber elogios rasgados, quer dos participantes quer do muito público presente, com opiniões muito positivas face à organização.

Américo Moreira, num Mitsubishi Lancer Evo, foi o terceiro classificado, numa prova em sentido ascendente mostrando-se satisfeito por “fazer apenas uma prova por ano, este evento, e conseguir subir ao pódio”.

No sentido oposto esteve Joaquim Santos, que com o Ford Focus WRX começou as qualificações a um segundo dos homens da frente, mas depois viu uma transmissão quebrar-se na terceira qualificação. Já após cortar a meta da manga final teve problemas no turbo.

Nas duas rodas motrizes (Tração Dianteira) o triunfo foi para Bruno Gonçalves (Citroën Saxo Kit Car). Nas duas rodas motrizes, mas tração traseira, foi Celso Lopes (BMW 323CI) a vencer. Nos Clássicos, Tiago Fontão (Toyota Starlet) levou a melhor e nos Proto, foi Marco Martins (Fiat 600) a fazê-lo. Muito ‘maneáveis’, os Kartcross tiveram como vencedor João Matias (HSport H4), sendo que os kartcross não entravam na classificação final, mas o tempo de 1m06,723s dava um virtual terceiro lugar da geral.

Salão autoClássico Porto

Pelo Salão autoClássico Porto foram passando vários milhares de pessoas, em mais uma enorme concentração de veículos clássicos. Do programa constou a celebração dos 120 anos de Opel, a homenagem a Bentley Motors pelo centenário da marca, os 50 anos do Fiat 128 e também os 50 anos do mítico Nissan Datsun 240Z. Houve lugar ainda para os festejos dos 60 anos de Haflinger, um curioso pequeno todo terreno e no que respeita às motas clássicas, o destaque foi para os modelos emblemáticos da Honda, Suzuki, Kawasaki e Yamaha das décadas dos anos 70, 80 e 90, quando se expandiu a influência das motos japonesas pelo mundo, atraíram a atenção dos amantes dos clássicos.

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