PETERHANSEL VENCE DAKAR
Parecia que seria à segunda tentativa que um antigo campeão nos ralis convencionais, Sébastien Loeb, se iria impor na prova ‘rainha’ do todo o terreno mundial. Mas Stéphane Peterhansel puxou dos galões e encarregou-se de assegurar a sua 13ª vitória. Depois de seis triunfos nas motos, o Sr. Dakar já vai com a sua sétima vitória nos carros, desde 2004, o que fez dele até 2007 a Raposa do Deserto, e depois disso o Rei do Dakar.
Tornou-se, muito merecidamente, no piloto mais bem sucedido na história do Dakar, mas desta vez não foi fácil: “O Sébastien é um piloto muito rápido que sabe como gerir uma corrida, por isso a minha tática passou por obrigar Loeb a ir aos limites. A partir dessa altura ficou exposto aos erros e foi isso que aconteceu quando teve um furo”, disse. Parece simples, não é?
FELIPE MASSA REGRESSOU
Depois da abrupta saída de Nico Rosberg da Mercedes, e da casa alemã fazer a ‘compensação’ indo buscar Valtteri Bottas à Williams, esta teve que ‘resgatar’ Felipe Massa. O brasileiro aceitou regressar, mas o problema é que nem a sua velocidade nem a motivação deram para mais. Neste momento a equipa de Grove ‘desespera’ por um novo piloto: “Estou muito contente por regressar à Williams. Não perdi o meu entusiasmo por correr…”, disse então Massa.
ESPETADOR MORRE NO MONTE CARLO
Não começou bem o Rali de Monte Carlo, já que logo na primeira especial Hayden Paddon teve uma violenta saída de estrada depois de ter apanhado ‘gelo negro’ e colheu um espetador muito mal colocado. O troço foi de imediato interrompido para ser prestado socorro ao ferido, que foi transportado para o hospital de Nice, onde mais tarde foi confirmado o óbito: “Estou incrivelmente triste pelo acidente e os meus pensamentos vão para a família e amigos da pessoa envolvida. Estou em choque com o sucedido.
Lamento pela família, pelos adeptos, pelo desporto”, disse Paddon, num acidente que lhe condicionou a mente e toda a época, e o que levou a ter apenas um programa parcial em 2018.
COMEÇO AZIAGO PARA KRIS MEEKE
Kris Meeke começou no Monte Carlo uma época muito difícil, que mais tarde se veio a saber que não eram os abusos do piloto o mal maior. Teve uma saída larga na quarta especial e acertou na última pedra que existia na berma em muitas centenas de metros, danificando seriamente a suspensão dianteira direita.
Regressou em Super Rally, voltou a parar na 10ª especial com um problema mecânico, penalizou no troço seguinte 50s para efetuar reparações, realizou as duas últimas especiais, mas na ligação um carro bateu-lhe, deixando o C3 WRC muito danificado. É azar a mais para uma prova só…
ACIDENTE DE WEHRLEIN NA CORRIDA DOS CAMPEÕES
Pascal Wehrlein teve um grande acidente numa das mangas da Corrida dos Campeões, capotando o seu Polaris de três rodas, depois de um exagero em pista. O susto foi grande, o alemão saiu de lá pelo seu pé, mas o mal estava feito. Foi colocado em repouso “como medida de precaução” depois das lesões sofridas. Consequências? Perdeu a pré-época, as duas primeiras corridas, e o lugar (vamos ver) na F1…
SORTE E AZAR NO MONTE CARLO
Depois dum claro domínio e mais de metade do rali, Thierry Neuville perdeu o rali por centímetros, já que bateu numa berma com um das rodas do Hyundai i20 WRC e danificou a suspensão. “Apanhámos uma zona suja ao cortar uma curva e ao acelerar a traseira do carro deslocou cerca de 15, 20 cm. Foi o bastante para tocarmos numa placa de cimento. Estávamos a controlar o rali, muito confortáveis no carro, é por isso um grande desapontamento”. Não o sabia na altura, mas esta prova espelha bem o seu ano. Azares, erros, e magnífica pilotagem. Foi quem mais ganhou durante o ano.
Sébastien Ogier venceu depois duma luta muito equilibrada com Thierry Neuville, que se preparava para entrar no dia decisivo com uma vantagem a rondar os 50s. Ogier também se atrasou logo na fase inicial do rali, perdendo cerca de 40s ao cair num buraco, mas o que interessa reter é o facto de ter mudado de equipa e continuado a ganhar…
SAI ECCLESTONE, COMEÇA UMA NOVA ERA NA F1
Confirmou-se a saída de Bernie Ecclestone e iniciou-se uma transição com a nova ‘era’ Liberty Media: “Bernie tornou a F1 num show global, fazendo muita gente rica, incluindo nós, mas todos sabemos que há muitos problemas para resolver”, disse na altura Helmut Marko. Começou de imediato o debate de muitos assuntos, por exemplo, o teto orçamental ou o bónus de 100 milhões anual da Ferrari, a possível passagem do Mundial de F1 para 25 corridas, mas: “Há contratos assinados até 2020, está tudo regulamentado, mas parece-me que há muita coisa que pode ser feita a curto prazo, como por exemplo abrir bastante mais o desporto”. Quase um ano depois, continua tudo a conversar…
MANOR FECHOU
O que se temia aconteceu. A Manor não conseguiu encontrar um comprador e teve mesmo de ‘fechar as portas’. A equipa estava sob administração judicial desde o início do ano, mas os responsáveis da FRP (administradores judiciais) não conseguiram assegurar as verbas que permitiam resolver o futuro imediato.
Surgiram vários interessados, nomeadamente um consórcio asiático, mas as negociações nunca avançaram muito. Assim, a semanas do início da nova temporada e com os testes em Barcelona, aos administradores da Manor não restou outra alternativa senão a de encerrar a equipa, pois não seria possível assegurar sequer os salários de fevereiro.
24 HORAS DE DAYTONA
A 55.ª edição das 24 Horas de Daytona teve um final que, decididamente, não merecia. Foi uma prova que até aos últimos minutos foi plenamente disputada, qual ‘sprint’ de endurance, com lutas em quase todas as frentes. E por isso mesmo a forma como a Wayne Taylor Racing chegou à meta em primeiro não pode escamotear a grande corrida feita por João Barbosa, Filipe Albuquerque e Christian Fittipaldi. No automobilismo, como em todo o desporto em geral, os vencedores morais são coisa quase ultrapassada, mas no caso destas 24 Horas de Daytona apetece dizer que a classe passou ao lado da forma como a corrida se decidiu no que ao vencedor absoluto diz respeito, depois do chega para lá que a (quase) todos pareceu passível de penalização, de Ricky Taylor a Filipe Albuquerque: “Ele (Taylor) deveria sentir-se envergonhado pela forma como venceu”, reforçou o piloto de Coimbra.











