Caiu o pano em mais uma edição do Autoclássico, evento que mais uma vez foi um sucesso. “Sentimos os expositores mais confiantes e satisfeitos. E esta edição do Autoclássico recuperou várias empresas para o evento. Do ponto de vista comercial, e não só, a feira correu melhor e o balanço só pode ser, por isso mesmo, positivo”, revelou José Enrique Elvira, diretor-geral da Eventos del Motor, o 12.º Salão Internacional do Automóvel e Motociclo Clássico e de Época serviu para comprovar o sentimento de recuperação (ténue, para já) no setor dos veículos clássicos. “Houve vários expositores que nos confirmaram aumentos nos seus resultados comerciais”, sublinha.
Houve, inclusive, um “ligeiríssimo» incremento no número de visitas, que quase chegou às 31 mil (faltou cerca de 100 para lá chegar), durante os três dias do acontecimento. As filas de trânsito nas imediações da EXPONOR – Feira Internacional do Porto deixavam, aliás, perceber o grande fluxo de aficionados, atraídos pela aura especial das viaturas clássicas e de época, mas também pela forte componente de colecionismo do Salão e pelo segmento de peças. É que muitos encontram no Autoclássico o que não conseguem durante meses de procura.
Inaugurada pelo presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Guilherme Pinto, a exposição assinalou várias efemérides automobilísticas: os 50 anos do Ford Mustang, o meio século do Fiat 850, os 80 anos do Citroën Traction, as nove décadas da Morris Garage e os 110 anos da Rolls Royce, com vários modelos expostos.
Mas os olhares dispersaram-se de tantas que eram as preciosidades em carteira. Foi fácil perceber o que motivava muitos visitantes a andar à roda do recém-restaurado Lancia Flaminia Sport Zagato, que, por exemplo, rivalizava com o modelo Pantera da também italiana De Tomaso. E percebia-se até o porquê do brilho especial dos dois Ferrari Testarossa em exibição: é que o modelo cumpria 30 anos e, claro, não podia faltar à chamada!









