Pela primeira vez desde 2012, Sebastian Vettel foi superado pelo seu companheiro de equipa em duas corridas consecutivas. Qual será a razão? Após a corrida Vettel explicou tudo.
P: Sebastian, olhando para o teu início, parecias estar a andar muito bem, mas o que aconteceu depois?
Sebastian Vettel: “Acho que tive o melhor início de corrida dos três primeiros carros, mas é claro que não foi o suficiente para chegar ao Lewis (Hamilton). Depois tornou-se difícil no primeiro turno, pois o Lewis afastou-se muito rápido e eu não tinha nenhum cone de ar. Felizmente pude ficar à frente de Fernando (Alonso) no início. Depois entrei para o meu primeiro pit stop muito tarde, mas olhando para o resultado, não fez uma grande diferença. Durante a corrida eu não tinha ritmo para manter-me perto do Fernando (Alonso), para aproveitar o DRS, até que o Ferrari se afastou e de seguida, não houve hipótese de chegar perto o suficiente para o tentar ultrapassar. Em geral não havia muito mais que eu poderia fazer, pois as diferenças eram grandes demais para os homens da frente. Poderia ter conseguido talvez dois ou mesmo três segundos no total, mas ainda assim o resultado teria sido exatamente o mesmo”.
P: “Nenhum piloto gosta de deixar passar o seu companheiro de equipa – mas tens uma história para contar…
SV: Eu deixei-o passar embora inicialmente eu não tenha entendido porque estávamos com os mesmos pneus, ao contrário do Bahrein, e foi essa a razão pela qual eu verifiquei com o meu engenheiro. Nesse ponto, o Daniel (Ricciardo) estava com uma estratégia diferente, e eu percebi que tinha que passar, pois não fazia sentido segurá-lo já que ele tinha uma estratégia de duas paragens. Naquele momento eu ainda estava com três paragens previstas, que alterámos mais tarde também para uma estratégia de duas paragens. No final da corrida, eu também percebi que não tinha o ritmo, o que não era muito claro para mim anteriormente”.
P: Como é para para ti pilotar um carro que não te sentes muito confortável?
SV: “Ainda não estamos onde queremos, e eu estou a lutar muito com o carro. É um processo contínuo. Às vezes parece que estamos a dar um passo a frente, mas de seguida, damos um para trás. Esperemos ser capazes de dar passos na direção certa nas próximas corridas. Em geral, não estou descontente com o resultado de hoje, estou infeliz com o resto…”
P: Estás esperançado nas atualizações que estão para vir nas próximas corridas?
SV: “Sabemos onde estão as nossas principais fraquezas. No início da corrida eu não tive hipóteses de ultrapassar o Fernando (Alonso) e o que aconteceu depois eu não sei, ainda não o entendemos completamente ainda.
P: Como vês as tuas hipóteses no campeonato para este ano?
SV: Logicamente não vai ser fácil, pois ainda não podemos pensar em aproximar-nos da Mercedes. Mas a temporada ainda não acabou e temos pela frente um longo ano e por isso tudo é possível – ainda! A verdade é que temos um grande carro, e agora precisamos trabalhar nos melhoramentos e implementá-los da melhor maneira possível para obter mais potência do motor…”










