Longe vão os tempos em que os sistemas de gestão eletrónica e de telemetria eram mais aproximativos do que exatos mas nem por isso as equipas deixam de estar apreensivas antes do primeiro Grande Prémio da temporada. Mas também existe uma boa dose de confiança nos sistemas de controlo de consumo e fluxo de gasolina de cada equipa, até porque a FIA vai monitorizar instantaneamente, todos os monolugares, como nos explicou Rob White, o líder da Renault Sport.
“Vamos todos ter de utilizar um sistema de controlo do fluxo instantâneo de gasolina fornecido pela FIA, que verificará o caudal e a quantidade de gasolina utilizada em todos os momentos. Toda a gasolina utilizada terá de passar por esse sistema de controlo da FIA e também seremos obrigados a providenciar a medição instantânea que tirarmos do sistema de injeção dos nossos motores. Saberemos, assim, em todos os momentos, quanta gasolina está a entrar no motor e está a ser utilizada, o que nos deverá permitir evitar surpresas… desde que os instrumentos de medida sejam 100 por cento exatos.”
Como se sabe que o sistema que a FIA testou em Dezembro tinha variações que chegavam a 1,5 por cento, percebe-se a hesitação de White, mas este, como todos os outros responsáveis pelos motores, acreditam que em Melbourne a peça imposta pela Federação já vai ser mais fiável: “Na verdade existem dois sistemas de medida: o de controlo de fluxo e o cálculo que faremos, instantaneamente, com base no sistema de injeção. Os dois deverão dar resultados idênticos e em caso de haver uma variação teremos de fazer fé naquele que nos der mais garantias.”
É claro que a FIA poderia ter imposto uma limitação de capacidade dos depósitos dos monolugares mas, “como a limitação de utilização dos cem quilos de gasolina só vale para o período da corrida – do momento em que o semáforo se apaga até cada piloto acabar a corrida – cada um pode fazer o que quiser e dar várias voltas antes de parar na grelha ou rumar ao Parque Fechado em ritmo elevado, pois o que se consumir antes e depois da corrida não conta para a FIA, desde que haja gasolina suficiente para se fazerem as análises necessárias depois do piloto sair do carro.”









