Naquele que será o quarto ano da Pirelli como fornecedor único de pneus às equipas de Fórmula 1, a marca italiana desenvolveu uma quarta geração de pneus, desta vez totalmente necessária para fazer face às novas exigências que os sistemas propulsores estão a colocar. Como explica Gary Anderson, “a potência em saída de curva é muito superior à que a Pirelli experimentou nos três anos anteriores mas será feita de forma diferenciada. Em algumas curvas são os motores a provocar o grosso da aceleração, noutras são os sistemas híbridos, mas a verdade é que os pneus traseiros serão sempre o limite com que todas as equipas se terão de debater. A Red Bull está a ter grandes problemas a esse nível pois em conjunto com a Renault ainda não encontrou um mapeamento de motor que evitasse a brusquidão da entrega de potência. Com elas chega a patinagem das rodas.
Quem encontrar mais depressa a forma mais eficaz de chegar ao limite da aderência dos pneus traseiros sem os fazer patinar – provavelmente iniciando o processo de aceleração com maior percentagem de aceleração dos sistemas híbridos e só “largando os cavalos” um ou dois segundos mais tarde, terá vantagem, mas quem abusar dos pneus traseiros na saída das curvas mais lentas poderá contar, seguramente, com problemas, pois não acredito que a Pirelli resolva, em 2014, todos os problemas que não conseguiu resolver nos anos anteriores.”








