Em declarações ao Daily Mail, o ex-piloto austríaco confessa a sua tristeza com mais um caso nocivo para a imagem da F1, elegendo este como o pior momento de sempre, na medida em que se entra num novo patamar, o da combinação de resultados.
“Quando ouvi pela primeira vez a acusação de que a Renault tinha pedido a Nelson Piquet para se despistar deliberadamente, a questão era saber se era verdade ou não. Se fosse verdade, então seria a pior coisa que aconteceu na Fórmula 1”, começou por dizer o tricampeão de F1, acrescentando que apenas um incidente se aproximou deste, referindo-se ao ‘estacionamento’ de Michael Schumacher no Mónaco em 2006.
“Mas mesmo isso não é comparável. Desta vez, tratou-se de manipular uma corrida. Existia, ainda, perigo para o Piquet, para os outros pilotos e para os espectadores”, afirmou.
“O que me deixou realmente chateado foi o que o Flavio Briatore disse ao longo de todo o fim-de-semana. Ele negou tudo. As mensagens dele eram obscuras, fazendo até comentários acerca da vida pessoal de Piquet. Era inacreditável. E agora, porque o Briatore foi despedido, devemos assumir que as alegações contra a Renault eram verdade”, acrescentou o agora comentador da estação de televisão RTL.
Lauda referiu, mesmo, que no seu tempo este tipo de pedidos nunca teriam sido cumpridos pelos pilotos, dadas as especificidades da época em que competiu.
“Eu nunca me teria despistado deliberadamente: primeiro, porque o desporto é desporto e, segundo, porque no meu tempo poderia ter-me magoado ou matado. O meu acidente no Nurburgring em 1976 foi grande. Recuperei e voltei a pilotar assim que pude. Outros não tiveram tanta sorte. Alguns morreram. Nao queremos um desporto no qual colocamos as nossas vidas em risco pelas razões erradas. O Piquet era um jovem – mais uma criança do que um homem e estava sob grande pressão da equipa, que lhe disse para o fazer se quisesse um novo contrato. Quando eu pilotava, éramos homens e teríamos dito não”, asseverou.
“Sim, o escândalo de espionagem da McLaren há dois anos atrás foi bastante sério mas os mecânicos sempre discutiram dados técnicos entre si. Isto, no entanto, é novo. O maior dano de sempre. Agora, a FIA tem de punir a Renault de forma pesada para restaurar a credibilidade ao desporto”, concluiu o austríaco.









