Bernie Ecclestone e Jean Todt, presidente da FIA, lançaram há algum tempo uma ‘bomba’ ao colocarem a hipótese de abrirem a F1 a novos motores que passariam a coexistir com as atuais unidades motrizes V6 turbo, ou então teriam de baixar o valor dos motores de modo a que as equipas mais pequenas pudessem pagá-los.
Mas o que Bernie Ecclestone e Jean Todt realmente querem é que os Construtores aceitem vender os motores por 12 milhões de euros. Se isso suceder não se falará mais nos motores de 2.2 litros. A tática é simples, avança um cenário muito mau, e à luz disso vender por 12 milhões já não parece tão mau.
Na verdade, e ao contrário do que referem alguns dos construtores, as suas unidades motrizes não podem custar o que dizem, pois sendo verdade que foram feitos avultados investimentos na tecnologia, esta não se resume – muito longe disso – à Fórmula 1, a indústria automóvel pode perfeitamente beneficiar da tecnologia e por isso o investimento na competição esbate-se.
Para além disso, não resta a mais pequena dúvida que ao fornecer motores a outras equipas estas devolvem o feedback da sua experiência e essa também é útil no desenvolvimento da tecnologia. A Ferrari vende atualmente as suas unidades motrizes por 23 milhões, a Renault 18 e a Mercedes, 16 milhões. Isto significa que, inevitavelmente, os construtores e a FIA vão chegar a um acordo, pois só dessa forma todos poderão pagá-los.










