O período de graça de Jean Todt à frente dos destinos da FIA durou apenas um ano, mas os seus problemas não estão a chegar nem do lado das equipas de F1, nem sequer dos seus principais opositores na eleição do ano passado. Na verdade é o seu antecessor, Max Mosley, que está a cozinhar uma revolta interna já para a próxima Assembleia Geral da FIA, que terá lugar no dia cinco de novembro.
A linha dura, derrotada no Conselho Mundial que julgou o processo contra a Ferrari relativo aos acontecimentos do GP da Alemanha, liderada por Morris Chandler, está a preparar um assalto ao poder naquela reunião que nem um verdadeiro parlamento da FIA, inspirada por Max Mosley e pelos seus tradicionais acólitos.
Uma carta anónima foi difundida, junto dos delegados àquela assembleia, criticando abertamente os métodos e resultados obtidos por Todt até agora, sendo fácil pelo seu estilo concluir que foi escrita pela mesma pena que escrevia os comunicados da FIA na era Mosley.
O anterior presidente da FIA, que ficou conhecido mundialmente pelo escândalo que protagonizou, parece mesmo disposto a regressar ao cargo que ocupou, mas fontes da Federação garantiram-nos que vai ter dificuldades em afastar Todt, que tem agradado à maioria pela forma discreta como está a exercer o seu mandato.










