As palavras do italiano, também presidente da Ferrari, foram proferidas no Salão de Frankfurt, com Montezemolo a referir que os adeptos estão afastados da Fórmula 1, dando como exemplo o recente GP de Itália, o qual terá tido uma redução de 16 por cento no número de espectadores.
“A redução do número dos espectadores, em Monza também, indica uma necessidade de mudança – basta de grandes prémios aborrecidos e de polémicas. No final do ano teremos um dia de trabalho com os jornalistas, organizadores e com os patrocinadores no sentido de tornar este desporto extraordinário mais interessante”, referiu o italiano no salão alemão.
Montezemolo voltou a pegar, ainda, no tema dos três carros para as maiores equipas, voltando a falar no nome de Michael Schumacher: “O efeito Schumacher nas vendas dos bilhetes, quando o seu regresso parecia certo, mostra quanto os pilotos e as equipas de topo atraem o público. O futuro da F1 não está nas equipas pequenas, que não levantam grande entusiasmo”, afirmou.
“Precisamos que as principais equipas possam fazer correr um terceiro carro para pilotos famosos ou para jovens”, acrescentou, deixando ainda em aberto a possibilidade de se repensar a actual proibição de testar ao longo da temporada.
“Também temos de pensar nos testes. Somos o único desporto que não treina. Vejo muitas ajustes possíveis, sem polémicas. Espero que toda a gente concorde com a posição da Ferrari, que está nos grandes prémios desde sempre”, afirmou.









