Marissa Pace é a nova Formula One Digital Media Manager da FOM, sendo que o seu papel é gerir as redes sociais que estão a ser desenvolvidas em torno da Fórmula 1. O site www.f1.com, desde Singapura que tem vindo a sofrer upgrades, já há algum tempo que a F1 tem Twitter, e o caminho está a ser trilhado. De qualquer forma, Bernie Ecclestone não cedeu por completo, e Marissa Pace vai ter algum trabalho para convencer Mr. E do que é melhor para a F1: “Estamos a reconstruir o Fórmula1.com, desde Singapura que assumimos um papel mais ativo nas redes sociais, especialmente o Twitter, e vamos prosseguir para o Youtube no futuro e eventualmente Facebook. No Twitter estamos a colocar gráficos e tabelas de tempos e estamos a aumentar a nossa visibilidade e a crescer. Vamos tentar fazer com que a experiência durante as corridas seja muito mais interativa ou completa para quem tem a app com comentários ao vivo. Eu trabalhava para uma empresa chamada Kangaroo TV, que tudo fazia para aproximar as pessoas, que é o que o Sr. Ecclestone me pediu para fazer com os nossos adeptos, com o site e a app”, referiu. Quando questionada se iriam colocar resumos na aplicação, foi Ecclestone que disse logo que não, mas Marissa Pace tem mais novidades: “O que nós temos atualmente na app em termos de conteúdo de vídeo são os bastidores, como entrevistas aos pilotos e outro tipo de conteúdo extra” disse ao jornalista Christian Sylt, reproduzido pelo The Guardian.
Basicamente o que está a passar Bernie Ecclestone em 2014 é o mesmo que a maioria dos editores da imprensa passou no virar do século XXI, quando não sabiam muito bem o que fazer ao conteúdo web. Por um lado queriam aumentar o tráfego dos seus sites, pois imaginavam que isso iria dar muito dinheiro, mas por outro não queriam perder leitores físicos, no papel. É este o drama por que passa Ecclestone, mas o que ainda não lhe explicaram é que a Fórmula 1 tem hoje em dia cada vez mais adeptos, e esse não estão a vir das audiências de TV, mas são sim os que se interessam pela modalidade através da internet os dos milhões sites, blogs, Twitter, Facebook, Instagram, etc, etc que ‘falam’ de F1 a todo o momento. Em vez de estar permanentemente a bater o pé, o que Ecclestone já devia estar a tentar fazer é o que ele sabe fazer como ninguém: Como fazer dinheiro com toda esta gente que não vê F1 na TV mas não a dispensa via ‘click internético’. Imaginem só se cada adepto de F1 em todo o mundo pagasse um dólar, um euro, uma libra ou lá o que fosse, por mês, para ter acesso a tudo o que é produto F1? Acham que Ecclestone se preocupava mais um minuto que fosse com o que lhe pagam as TV?








