Monisha Kaltenborn revelou hoje em entrevista que vê com muito bons olhos a redução de valor das unidades motrizes mas já não acredita que o motor-cliente chegue à F1: “Os valores praticados são muito altos, e embora não ache que se deva voltar aos valores dos V8, deve no entanto existir um meio termo. Seis ou sete milhões de euros é um excelente número, e espero que seja possível a Ferrari fornecer motores por esses valores, mas não consigo é imaginar que o motor independente de 2.5 litros chegue à F1, pois já vimos que a Ferrari tem direito de veto. Portanto, para quê discutir…” concluiu.
Contudo, isso pode não ser bem assim porque não é claro o que a FIA fez, pois não especificou as razões jurídicas para ter convidado construtores independentes a demonstrarem o seu interesse por um concurso para fornecimento dos motores alternativos. Numa situação normal, a FIA teria de fazer passar a proposta pelo Grupo Estratégico, daí seguiria para a Comissão de Fórmula 1 e, se aprovada, para o Conselho Mundial para o Desporto Automóvel. Nesse caso a Ferrari poderia ter vetado logo no Grupo Estratégico, se pudesse demonstrar, legalmente, que a proposta iria contra os seus interesses específicos. Mas não se passou nada disso o que indicia que a FIA poderá ter considerado que se está perante uma situação excecional, e que está a tomar medidas para salvar a Fórmula 1. Só que isso, é claro, pode ser contestado judicialmente, porque nem a Ferrari nem a Mercedes vão ficar à espera do que Jean Todt possa dar à Red Bull e Toro Rosso, motores com 2,5 litros, bi-turbo, sem limitações de rotações ou de fluxo de gasolina.









