Carlos Sainz Jr. expôs recentemente as razões pelas quais não seguiu o percurso do pai, Carlos Sainz Sr., bicampeão mundial de ralis, destacando o impacto mediático na sua escolha pelo automobilismo de pista, nomeadamente pela visibilidade da Fórmula 1 em Espanha.
Durante um episódio do podcast Team Torque, antecedendo o Grande Prémio de Las Vegas, Sainz explicou junto dos colegas Alex Albon e Lia Block que, na sua infância, a presença televisiva dominante em Espanha era a de Fernando Alonso na F1, situação que contrasta com a escassa cobertura dos ralis, mesmo sabendo que o seu pai era uma referência absoluta do desporto nacional.
A ausência de transmissões regulares transformou a experiência de visionamento dos ralis numa rotina quase invisível, dificultando o contacto e a paixão pelo universo das competições fora de estrada. Apesar de reconhecer o valor dos ensinamentos familiares e de ter experimentado vários carros de rali ao longo dos anos, Sainz Jr. entende que a acessibilidade à Fórmula 1 lhe permitiu “apaixonar-se pelo desporto”, tornando-se o fator decisivo para a sua carreira.

O piloto espanhol considera o rali uma disciplina “incrível” e admite que o potencial de crescimento é limitado pela falta de um formato televisivo que valorize o produto junto das massas. O piloto da Williams reforça que, caso exista uma abordagem adequada à transmissão e promoção da modalidade, a popularidade do rali poderia atingir níveis excecionais.
Sainz Jr. afirmou: “Cresci em Espanha a ver Fernando Alonso, que era presença constante. O rali, mesmo com o percurso do meu pai, não estava presente na televisão. É um desporto extraordinário, mas ainda não encontrou a forma certa de se mostrar ao mundo. Se conseguir, acredito que a modalidade explodirá em notoriedade”.










