O ‘miúdo’ Max Verstappen voltou a demonstrar neste GP da Austrália os seus dotes de condução. Muito ativo em pista, o piloto holandês chegou a ‘tapar’ Hamilton na primeira parte da corrida, ao ponto de o tricampeão se queixar sucessivamente à sua equipa sobre a sua incapacidade de se chegar à frente e ultrapassá-lo. Tudo parecia montado para um resultado de sonho, até que a corrida é interrompida em situação de bandeira vermelha à conta do enorme acidente de Fernando Alonso.
No recomeço, e graças a um pit-stop mal preparado ou anunciado, chamemos-lhe assim, já que no entender do holandês a equipa estaria avisada para a perda de eficácia dos seus pneus, Verstappen acabaria atrás do seu colega de equipa – algo que o deixou muitíssimo irritado, uma vez que no seu entender não correspondia ao que se tinha passado até então.
Nos instantes finais pediu várias vezes para que a Toro Rosso lhe permitisse atacar Sainz, esperando talvez ordens de equipa, mas do outro lado ouviu-se apenas um “sim”, enquanto o engenheiro do espanhol dizia-lhe que ele tinha de “continuar a puxar”, afirmação que também o deixou muito sobressaltado. Egos difíceis de gerir quando se luta por um lugar na casa-mãe, Red Bull…
“Estou muito frustrado e desapontado. Espero que consigamos fazer melhor na próxima corrida”, disse Verstappen, após ter concluído a prova no 10º lugar. “Penso que ao longo de toda a corrida, antes daquela paragem nas boxes, estava muito mais rápido e a afastar-me dos demais. Depois fiquei preso atrás do Sainz e não tive hipótese de ultrapassá-lo”.
Sobre o facto de ter entrado no pitlane sem a equipa estar preparada, fazendo-o perder preciosos segundos, o piloto acrescentou: “Foi uma falha de comunicação entre nós. Muito azar.”
Já Carlos Sainz disse apenas que fez a sua corrida: “Não tenho qualquer problema. Não consegui ouvir as suas comunicações no rádio, mas já ouvi que foram bastante interessantes! Penso que ultrapassámos muitos carros hoje e conseguimos entregar um bom espetáculo às pessoas, apesar de o resultado não ser aquele que queríamos ou merecíamos”, numa referência ao nono posto obtido.













