Button e o acidente de Alonso: “O ‘Halo’ não seria um problema”
Jenson Button afirma que o seu colega de equipa na McLaren Fernando Alonso não teria sofrido qualquer efeito adverso durante a saída do seu monolugar invertido caso este tivesse montado um sistema ‘Halo’ de proteção dos pilotos.
Alonso conseguiu sair sozinho da carcaça que outrora foi um MP4-31, que acabou por ficado virado do avesso depois de capotar por diversas vezes. E Button acredita que caso o carro tivesse um sistema ‘Halo’, mesmo que este tivesse dificultado a saída do espanhol, ele não teria sofrido consequências negativas.
“Ele não precisava de sair rapidamente do carro naquela situação. Existe um maior perigo de coisas atingirem a tua cabeça do que qualquer outro quando o carro está ao contrário. E é muito raro haver um problema com derrame de combustível à conta da célula de segurança e do tanque. Não aconteceria, logo é melhor ter um sistema ‘Halo’. Os comissários voltariam a colocar o carro na sua posição correta para, obviamente, retirá-lo dele. Demoraria mais algum tempo, mas ele estava bem, por isso não importa.”
O piloto britânico mostrou-se ainda “espantado” com o facto de Alonso ter saído pelo seu próprio pé: “Não vi o acidente. Vi a bandeira vermelha e a equipa disse-nos que os dois pilotos estavam bem. Pensei que era estranho ter sido mostrada a bandeira vermelha e depois vi o Fernando a andar, e logo de seguida o carro, e fiquei espantado com o facto de ele ter saído dele sem mazelas. Prova como nós estamos avançados na segurança dos carros.”
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Zé do Pipo
20 Março, 2016 at 14:13
Sim, face ao sucedido se estivesse um halo instalado não seria problema. Mas estou certo que Alonso não conseguia sair sozinho do carro, e tão rapidamente como fez. Vamos supor que tinha halo e o carro se tinha incendiado? Nesse caso o Halo seria prejudicial e fatal. Como disse o João Carlos Costa hoje nos comentários, SE tiver que ser aplicado Halo, que seja implantada a solução da RedBull. Poderá salvar algumas vidas mas também temos que estar conscientes que poderá ser responsável pela morte de alguém.
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20 Março, 2016 at 16:10
Tenho lido vários comentários a propósito do halo e vários pilotos mostram-se favoráveis,como é o caso agora do Button. De certa maneira, poder-se-á dizer que “não é um problema”, ou que até pode proteger em caso de projeção de destroços. Só que, ainda não vi ninguém colocar a questão da presença do halo, caso o carro depois do impacto fique de rodas para o ar. Já ouviram alguém colocar essa questão? Eu não. E o pior, nem é o carro ficar de rodas para o ar, o que dificultará a saída do piloto (caso esteja consciente) pelo seu próprio pé. O pior cenário, é o carro nesta posição e incendiar-se. Alguém já ouviu quem quer que seja colocar esta possibilidade com o halo instalado? Eu ainda não.
Pity
20 Março, 2016 at 17:29
O próprio Button se refere a isso: “é muito raro haver um problema com derrame de combustível à conta da célula de segurança e do tanque”. Aquele que era o maior perigo há umas décadas atrás, hoje praticamente não existe, felizmente. O último caso de que me lembro, foi o do Berger em 89.
Zé do Pipo
20 Março, 2016 at 17:35
Caro daKosta, não leu o meu comentário??? Mas eu sou um “Zé Ninguém”. Tenho quase a certeza que essa questão já foi posta por alguém directamente ligado à F1, sobretudo pilotos, mas acho muitíssimo estranho o facto dessa opinião não se tornar pública. A FIA deve estar a sentir-se na obrigação de fazer algo, depois da morte de Bianchi que em meu entender morreu devido a ser possível intervir com uma máquina naquelas condições de (in)segurança, pois o halo nada faria.
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21 Março, 2016 at 19:54
Tem razão, sim senhor, mas houve uma razão para não ter lido o seu comentário, porque ao ler a declaração do Button, nem hesitei e comecei a bater na tecla. O Zé do Pipo foi na verdade o primeiro que eu vi a focar a possibilidade do carro com o halo, ficar de patas para o ar, e no pior cenário, incendiar-se. Hoje estive a ler umas declarações do Alonso, e tive a resposta às dúvidas que eu tinha: Ainda ninguém da F1 tinha pensado nessa possibilidade, o que não deixa de ser estranho. Há pilotos a favor, há pilotos contra, há pilotos divididos 50/50. Mas o curioso, é que mesmo os que estão contra, não é por razões da eventual armadilha que o halo possa representar em caso de capotamento, mas sim por uma questão estética, como é a opinião do Lewis. Outros, como o Rosberg, acham que “o halo é o caminho” porque naturalmente esqueceu-se de que de entre os carros de competição, os monolugares são dos mais fáceis de levantar voo, dar cambalhotas e ficar de rodas para o ar. É o que faz pensar com os olhos.Mas como ia dizendo, nas declarações do Alonso, deixo uma transcrição do texto: “Depois do acidente, o McLaren de Alonso ficou tombado junto de um muro de proteção, quase sem espaço para o piloto sair. E a questão foi imediatamente colocada. Será que o halo não iria dificultar a saída do piloto? Não seria necessário auxílio para o retirar do habitáculo? Depois de questionado pelo jornalista, i próprio Alonso confessa-se: “É uma boa questão, mas ainda não pensei nisso. É algo que precisa de ser pensado e investigado, porque de facto o espaço que tinha para sair do carro era pequeno. E andam estes pilotos há anos a correr num F1.Mas os dirigentes, em matéria de pensar em todos os prós e contras do halo, também podem fazer deles, as palavras do Alonso. Aparentemente parece que o halo já estava destinado a entrar ao serviço em 2017. Depois deste acidente, acho que vão ter de fazer melhor o trabalho de casa.
anotheruser
20 Março, 2016 at 20:49
O halo não seria um problema se tivesse um de dois comportamentos:
– indeformável; ou
– garantia de se se estilhaçar, todo ele, com o impacto e em fragmentos mínimos desprezíveis sem comportamento relevante.
Não acredito em nenhuma das duas hipóteses.
Em caso de acidente com o carro virado e o piloto ficar encarcerado por esse halo, seria necessário esperar que a grua chegasse ao local, reposicionar o carro e depois começar o desencarceramento na zona da cabeça e só depois poderia a equipa médica começar a fazer o seu trabalho.
Agora imagine-se que é preciso entubar ou traquiostomizar… e isso teria de esperar.
O Button apenas está a pensar no risco de incêndio por derrame de combustível, mas há muito mais coisas a considerar, nomeadamente nas condições mínimas necessárias para a equipa médica fazer o seu trabalho de modo urgente no local.