Já aqui tínhamos escrito, logo a seguir a Nico Rosberg se ter tornado merecidamente no novo Campeão do Mundo de F1, que os seus festejos foram ensombrados por uma questão lateral, que não devia ter tido o destaque que teve. Sempre admitimos ser verdade que Hamilton andou menos do que podia e tentou dessa forma ir buscar o que precisava para ser Campeão e também sempre achámos que ninguém lhe podia levar isso a mal. Não tinha feito nada sequer parecido ao que Ayrton Senna fez em 1990, no Japão ou Michael Schumacher em 1994 (Adelaide) e 1997 (Jerez).
Toto Wolff tinha-se insurgido contra o seu piloto, esquecendo-se que 51 vitórias nas últimas 59 corridas, desde o início de 2014, lhe davam uma enorme margem de manobra que podia permitir não colocar a equipa acima da vontade de um seu piloto ser Campeão do Mundo de F1. Não há e vai continuar sem haver um piloto de F1 que aceite de bom grado uma ordem para não fazer tudo o que pode para vencer um título, e num mundo tão competitivo como é a F1, e Wolff devia ter-se lembrado que a ‘culpa’ de Lewis Hamilton ter perdido grande percentagem das suas hipóteses de ser campeão este ano foi muito da equipa que lidera, especialmente com o motor rebentado na Malásia.
Agora, Toto Wolff, admite que a equipa se enganou ao tentar impor ordens de equipa face ao que Lewis Hamilton fez em Abu Dhabi, e que o piloto ignorou, dizendo que tinha a corrida controlada: “No calor do momento, por vezes tomamos decisões erradas. Esquecemos-nos que estava muito mais em jogo do que simplesmente mais alguns pontos para a equipa. Como a corrida se estava a desenrolar, deveríamos ter comunicado de forma diferente, e deixá-los correr como achassem mais apropriado”, disse agora Toto Wolff.
Sendo certo que é bem mais fácil para o adepto ou para o jornalista dizer o que acha que devia ter sido feito, mas depois, houve muito pouca gente que entendesse a tempestade num copo de água que a Mercedes fez com aquela conversa de Paddy Lowe para Lewis Hamilton, sabendo o que estava em jogo. Fizeram ‘mea culpa’, mais vale tarde que nunca…










