Os regulamentos da Fórmula 1 para 2016 mantêm-se praticamente inalterados, mas as comunicações via rádio foram algo restringidas. O objetivo é que as informações entre as equipas e os pilotos sejam reduzidas ao mínimo, de forma tornar as corridas mais imprevisíveis. Uma alteração que merece o aval do diretor desportivo da Mercedes, Toto Wolff: “Tais restrições vão estar centradas em termos de estratégia, mapa do motor, escolha de pneus e, inclusive, o momento de fazer a paragem nas boxes. Muita coisa vai assim ficar a cargo do piloto. Por isso haverá mais espaço para erros. É o mesmo que dizer que o piloto vai ser quem irá tomar as decisões e não tão controlado a partir das boxes”, explicou.
Para Wolff este é uma boa medida para a modalidade. “O objetivo é tornar as corridas menos previsíveis e é isso o que vai acontecer. Agora há potencial para que as corridas se desenrolem de forma diferente. Se um piloto passa a ter de avaliar por si mesmo qual a configuração de motor a usar para desempenhar estratégias distintas, vai haver menos otimização nos monolugares, já que os pilotos vão usar modos distintos de potência na corrida em momentos distintos”, acrescentou.
Para o responsável pelo programa desportivo da Mercedes, “a partir de agora o planeamento antes da corrida vai ser crucial e vai depender da inteligência do piloto, de acordo com o plano, além de depender da inteligência e instinto para fazer a coisa certa no momento certo, improvisando na corrida.”
A nível interno, Wolff entende “que a competição direta entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg será garantidamente mais intensa. Claro que ainda há uma equipa e nenhum de nós nem os pilotos irão optar por uma decisão que possa pôr em perigo a reputação da equipa ou a performance desta.”










