A F1 está a tentar novamente mudar o seu formato. Depois das críticas aos fins de semana menos animados, em que os resultados se tornam previsíveis, com o domínio da Mercedes a ofuscar o que de bom se passa no meio do pelotão e com a diferença clara de performances entre os melhores e os restantes, a F1 ponderou “remendar” isso com mudanças no formato do fim de semana.
Foi proposta uma ideia que contemplava o uso de grelhas invertidas. A ideia era bastante simples: no sábado, uma corrida de sprint (muito mais curta do que o grande prémio convencional) teria lugar em vez do atual formato de qualificação Q1-Q2-Q3, com uma grelha de partida definida na ordem inversa da classificação do campeonato. O resultado dessa corrida seria então a definição da grelha para o grande prémio no domingo. A ideia foi prontamente posta de lado, apesar de algumas insistências.
Agora fala-se do uso de uma corrida de qualificação. Uma sessão de qualificação para a corrida de sprint seria realizada no lugar da habitual segunda sessão de treinos livres na sexta-feira. A corrida sprint realizar-se-ia no sábado, com um terço da distância do grande prémio, e ofereceria pontos para os oito primeiros classificados, ao mesmo tempo que fixava a grelha para o domingo. A qualificação para a corrida de sábado aconteceria na sexta-feira.
Na época passada tivemos a corrida de Imola com um formato revisto com apenas um treino livre, uma qualificação e corrida, que também serviu para baralhar as contas e tornar a corrida um pouco mais imprevisível.
Qual das ideias acima referida poderia ser a melhor? A votação foi renhida mas com uma tendência bem definida.
A opção “Formato atual inalterado” foi a mais votada com 32,9% dos votos, seguida da opção “Formato atual reduzido, com menos tempo de treinos” com 30,6%. A ideia da “Corrida de qualificação” que foi discutida na última reunião da Comissão F1 reuniu 25,1% dos votos, a “Grelha invertida” teve 9% e a opção “Outro” teve 2,3%.
Não é difícil concluir que os leitores do AutoSport não estão abertos a mudanças radicais o que é compreensível. O formato atual já é conhecido há muitos anos e permite um crescendo ao longo do fim de semana. O entender das tendências nos treinos, a `’coroação” do mais rápido no sábado e o ponto alto, a corrida de domingo. É uma fórmula que tem sido bem sucedida e em “equipa que ganha não se mexe”. Mas a redução do tempo de treinos, que traz mais desafios às equipas e incertezas, não recebeu muito menos votos, o que mostra que há também vontade de apimentar as coisas, sem no entanto operar grandes mudanças. A corrida de qualificação não é, no entanto, uma opção pouco popular e poderá trazer mais emoção, embora possa desvirtuar o que consideramos ser a F1, relegando a qualificação para segundo plano. Mas é certamente algo que deve ser testado para perceber o real impacto deste formato. Quanto às grelhas invertidas, parece que é um assunto terminado.

VOX POP
Scb
O único problema é o facto de existir um carro que está muito à frente de todos os outros. Não há nada de errado no formato. Estar a mexer no que está bem seria ainda pior. Não se pode adulterar o resultado desportivo, devem criar-se condições para maior nivelamento entre as equipas (teto salarial, tokens de evolução, permitir diferentes soluções técnicas mas com custos controlados).
joaolima
Manter o formato atual, reduzindo os treinos livres de sexta de 90 para 60 minutos.
Qualificação é qualificação, corrida é corrida. Não se devem misturar, não sendo natural fazer da qualificação uma corrida. Até porque um momento emocionante do fim-de-semana é o atual formato de qualificação. Não estraguem!
Cágado1
Eu gosto do formato atual. A minha opção seria a contrária à tendência, aumentar treinos livres, voltar a ter rookies a testar nos treinos livres, para lhes ir dando rodagem.
necax007
Se o objectivo da F1 é reduzir custos, então parece-me que o formato atual com menos treinos seria a opção correta.
Seja a opção de grelha invertida, seja a corrida de qualificação só vai colocar mais quilómetros nos motores. Isso significa muito provavelmente mais motores por carro, mais transmissões, mais combustível e de certeza mais acidentes. Tudo isto me parece contraditório com o teto orçamental…
Se for apenas por opinião pessoal, eu mantinha o mesmo formato. A F1 tem muita coisa para corrigir. Porquê alterar o que está bem?












Ninguém é obrigado a ver os treinos livres, eu sempre os quis ver mas a RTP não os transmitia. Agora pagamos pela F1 e querem reduzir tempo de transmissão. O futebol tem 500 programas de “troca” de galhardetes para entreter os fanáticos eu tenho a conversa durante os treinos livres, se bem que na Sky é irritante aturar o Crofty e o Johnny Herbert mais o Karun Chandok, falam de tudo menos de F1.
Pessoalmente, votei no formato actual com menos tempo de treinos. Não porque considere os treinos aborrecidos, ou queira menos acção, pelo contrário. Menos 1 sessão obrigaria as equipas a arriscar mais no setup e, potencialmente, aumentaria a imprevisibilidade da quali (pelo menos no meio do pelotão). Por exemplo, acho que seria interessante explorar o modelo do MotoGP com os treinos a terem um papel decisivo na estratégia para a quali.