O regresso da Ford à Fórmula 1 através de uma parceria com a Red Bull passou de rumor a certeza durante o evento de apresentação do projeto para a época de 2023 da equipa de Milton Keynes.
Ainda antes dos rumores da Ford, a Red Bull esteve quase com acordo fechado com a Porsche, a segunda marca do grupo Volkswagen interessada na Fórmula 1 de 2026, quando as novas unidades motrizes híbridas, com mais foco no componente elétrico, farão a estreia. A mudança dos motores vai obrigar a mais alterações ao regulamento técnico sobre os chassis, por isso será um ano muito importante. No entanto, a Red Bull voltou atrás com as intenções com a marca germânica. Em causa estaria a perda de independência da equipa liderada por Christian Horner, porque o acordo levaria a Porsche a tornar-se acionista da Red Bull numa altura em que estes apostam muito forte na nova divisão de unidades motrizes, a Red Bull Powertrains. Um pouco como a Audi está a fazer com a Sauber, mas neste caso são os germânicos que têm os meios para produzir os novos motores.
Já o acordo agora revelado com a Ford, “é uma relação muito diferente do que foi discutido com a Porsche”, garantiu Christian Horner. “Trata-se de um acordo puramente comercial e técnico, pelo que não há troca de quaisquer ações ou participação dentro do negócio”. Ou seja, a Ford coloca o nome nos motores de 2026 e em troca de uma qualquer soma, tem acesso à tecnologia das unidades híbridas que podem ser usadas na produção das suas unidades para vender aos consumidores através dos automóveis de estrada. Será mais uma parceria de partilha de tecnologia em que a Ford também trará algum do seu know how.
O que queremos saber juntos dos nossos leitores, é se com o pouco que se sabe dos dois negócios, a escolha da Red Bull terá sido a correta? Não teria sido melhor a parceria com a Porsche? Ou a equipa seguir caminho dependente exclusivamente de si, sem qualquer construtor automóvel como parceiro?











