Pat Symonds tinha os papéis da reforma prontos, mas à última hora, ficou para trabalhar nos regulamentos de 2026. O engenheiro britânico já se tinha despedido da F1 e ia a caminho do descanso da reforma, mas Stefano Domenicali (CEO e presidente da F1) tinha outras ideias.
A F1 já tinha visto sair Ross Brawn, que depois de todo o trabalho feito no planeamento e execução desta nova era, acho que era tempo de se sentar e ver as corridas pela TV. Pat Symonds ia pelo mesmo caminho, ele que tinha sido o líder do grupo que trabalhou e desenvolveu esta nova geração de carros. Mas Domenicali não concordou com a saída de Symonds e este acabou por ficar.
“Eu tinha um plano para me reformar no verão passado”, disse Symonds numa palestra no fórum de negócios do Autosport International, na sexta-feira. “Na verdade, entreguei o meu ano de aviso prévio. É preciso pensar sobre estas coisas. O meu aviso foi aceite, e então Stefano ouviu falar sobre isso, e ele disse ´não, não acho que seja uma boa ideia!´. Por isso ainda estou aqui e ainda vou ficar por um bom tempo”.
Já a pensar em 2026 e no que pode ser melhorado, Symonds considera que estes carros foram um sucesso razoável:
“Reunimos uma equipa realmente talentosa, uma equipa muito pequena, e voltámos realmente ao básico”, explicou Symonds. “Tínhamos os dois objetivos. Um era minorar os efeitos do ar sujo atrás do carro, porque não se pode livrar dele, ele vai estar lá. Segundo, aceitar que há ar sujo e tentar produzir um carro que funcionasse nessas condições para ser menos afetado do que no passado. Em termos gerais, penso que acertámos. Vimos algumas soluções diferentes e os pilotos foram muito elogiosos. As estatísticas, por falta de uma palavra melhor, mostraram que os carros estavam a correr mais juntos. Por isso, sim, penso que foi um sucesso razoável”.











