Existe presentemente uma discussão que pode levar a fortes mudanças nos fins de semana de F1. A Comissão de F1 estuda a possibilidade de elaborar um novo formato de qualificação, e para isso pondera introduzir corridas sprint ao sábado, que definirão a grelha de partida. O primeiro ponto positivo disto é que finalmente a F1 não se preocupa com a sua zona de conforto, e coloca as pessoas a pensar fora da caixa. O desporto norte-americano em geral, e ‘motorizado’ em particular já o fazem há décadas com o sucesso que se conhece e a ‘velha Europa’, onde nasceu e ‘mora’ a F1, que continua fiel aos seus princípios, à sua herança.
Não quero tanto, aqui e agora falar do mérito ou demérito das corridas de qualificação, mas sim destacar o facto de se estar a discutir. Sou de opinião que não se deve desvirtuar por completo uma competição, para que ela honre o mais possível as suas raízes, mas não penso em modo ‘avestruz’ com a cabeça enterrada na areia.
Há imensos desportos que só teriam a ganhar com ajustes ao seu formato e às suas regras e a F1 está nesse lote.
Por exemplo, e só para dar um. Ainda um dia destes vi um treinador a queixar-se das perdas de tempo no futebol e do pouco tempo ‘real’ de jogo. Simples. Desçam para 75 minutos o tempo dos jogos e façam-no ao cronómetro. Não há, nem nunca houve, anti-jogo no basquetebol, por exemplo.
Neste caso específico da Fórmula 1, com a passagem da sessão de qualificação para a 6ª Feira, corrida sprint ao sábado e corrida principal ao domingo o programa da F1 ganhava interesse, porque passava a dar importância à sexta-feira com a sessão de qualificação, no sábado já havia corrida e domingo a corrida principal.
Mas também posso olhar doutro ponto de vista e pensar que duas corridas por fim de semana só iriam cavar o fosso pontual entre os mais fortes e mais fracos, se fossem atribuídos pontos para corridas de sprint.Deixemos que discutam o que houver para discutir e depois logo se vê.
Por acaso dou ainda mais importância ao que se está a fazer em Paul Ricard e se devia fazer em todas: O que fazer nas pistas que ajudasse a melhorar as corridas de F1? É que nem todas nasceram como o AIA.
Aceito que não é fácil quando alguém como Hermann Tilke desenha uma pista, pensa-a duma forma, mas as coisas nem sempre lhe correram bem.
Por isso, já que a Fórmula 1 está numa senda de ‘Grupos de Trabalho’, até para ‘estudar’ os salários dos pilotos de F1, que não devia ser muito complicado criar mais um para responder a uma pergunta muito simples: O que fazer nas pistas que ajudasse a melhorar as corridas de F1?












