Surgiu esta semana o rumor que a Fórmula 1 se prepara para introduzir um teto orçamental para os salários dos pilotos. Erro monumental, de acordo com a minha perspetiva.
Aceitarei melhor um teto orçamental por equipa de modo a não serem, mais uma vez, as equipas ricas a reservar para si os melhores pilotos, mas mesmo assim entendo que esta seria igualmente uma forma de impedir que os pilotos de Fórmula 1 possam atingir patamares de riqueza que a vida lhes permitir.
Ter os quatro melhores pilotos e consequentemente os mais caros em duas equipas deve ser consequência natural e não decorrente do regulamento.
Se todos os grandes desportistas mundiais vão até onde o mercado lhes permite, porque carga de água os pilotos de F1 haveriam de ser cerceados?
Faz todo o sentido que a FIA e a F1 olhem pela saúde financeira da modalidade, mas não devem condicionar os ordenados dos pilotos.
É um orgulho olhar para os tops da revista Forbes, por exemplo, e estarem sempre lá pilotos de F1 muito bem posicionados. Isso deve ser um orgulho para quem gere a disciplina. Não interessa aqui fazer comparações se há melhor justificação, um bom piloto de F1 ser muito bem pago do que um futebolista, por exemplo.
Deve ser o mercado a decidi-lo, mas estes heróis que arriscam a vida nas pistas não merecem que lhes façam uma desfeita dessas.
Só com heróis como Michael Schumacher, Alain Prost, Ayrton Senna, Niki Lauda, Nelson Piquet foi possível à F1 chegar aos adeptos que tem hoje em dia. Limitar-lhes os ordenados porquê?










