Era para ser uma semana de entusiasmo e descoberta, com a nova era da F1 a ir para a pista. Mas esse entusiasmo foi mitigado pelas notícias chocantes que nos chegavam do leste da Europa. A invasão russa à Ucrânia trouxe, mais uma vez, de volta à Europa a guerra, o indissociável terror e receios antigos que, ingenuamente, pensávamos estarem remetidos apenas aos livros de história. Foram muitos os motivos de interesse em Barcelona, com carros novos e tudo o que isso implica, mas a nuvem negra que agora sobrevoa a Europa escureceu tudo.
Felizmente começaram a ser dados passos na direção certa, com Sebastian Vettel a dar o exemplo, que foi seguido pela F1, com o boicote ao GP russo, além da inevitável, mas corajosa decisão da Haas em retirar o patrocinador russo do seu carro. Uma gota de água para regar um deserto, mas ainda assim um passo certo.
Quando finalmente começávamos a perder o medo de tirar a máscara e respirar fundo, ainda lidando com as consequências humanas e económicas da Pandemia, eis que o mundo mergulha de novo na incerteza.
Certa, é mais uma crise económica cujas repercussões são ainda difíceis de avaliar mas que certamente afetarão o desporto motorizado. Poderão surgir pontos de interrogação em alguns investimentos e o interesse das grandes marcas pode arrefecer drasticamente, comprometendo uma nova era que parecia surgir pujante. Ainda é cedo para fazer previsões, mas o pessimismo pode adensar-se. Um problema que se pode revelar grave, mas que neste momento parece demasiado pequeno face à tragédia que nos é mostrada todos os dias.











