A suspensão dos monolugares de Fórmula 1 tem sido alvo de bastante interesse por parte das equipas, sobretudo das da frente, uma vez que a distância ao solo e a estabilidade das superfícies aerodinâmicas são determinantes para a eficácia dos carros.
No ano passado foi a Ferrari a levantar dúvidas sobre suspensões que não tinham comportamentos lineares, conservando energia para alterar, ou manter, a distância ao solo em circunstâncias específicas de modo a optimizar o comportamento aerodinâmico dos monolugares. A Scuderia levou a sua avante, obrigando a que a Mercedes e a Red Bull modificassem os seus sistemas, o que acabou por condicionar os projetos destas duas equipas.
Este ano as suspensões continuam no centro das atenções, sendo, uma vez mais, estas três formações as protagonistas. Ao longo da temporada de 2017 houveram equipas que usaram o movimento da direcção para aproximar o carro do solo, com óbvios ganhos aerodinâmicos.
É natural que exista uma modificação da altura ao solo quando se curva, mas aparentemente em alguns carros esta alteração assumia dimensões anormais, suspeitando a FIA que tal era propositado.
Para evitar que as equipas persigam este caminho a entidade federativa declarou que a variação da altura através da direção tem que ser diminuta e consistente, não podendo existir ganhos evidentes.
Sobre esta questão Giancarlo Minardi avança: “Sou da opinião de que a Fórmula 1 é a expressão máxima do automobilismo e, por isso, os engenheiros deveriam ter a liberdade de poder ‘criar’”.
Noutro prisma Patrick Head refere: “Pelo que percebi, algumas equipas usaram deliberadamente a direção para baixar a frente do carro no máximo de viragem para deslocar o equilíbrio aerodinâmico para a frente nas curvas mais apertadas. Se forem impedidas de o fazer, tornará os carros um pouco mais lentos, mas não espero que tenha um grande impacto.”









