Nicholas Latifi: “mereço ficar na Fórmula 1″

Por a 22 Agosto 2022 15:45

Os rumores sobre a saída de Nicholas Latifi da Williams começaram bem cedo esta época. Segundo alguns rumores, a equipa de Grove está menos dependente do dinheiro do patrocinador que acompanha o piloto canadiano e somando os maus resultados obtidos na primeira metade da temporada, os responsáveis da Williams procuram um substituto a Latifi para 2023, depois de já terem confirmado a manutenção de Alexander Albon.

No entanto, Nicholas Latifi considera que a equipa não deve ter em conta os seus desempenhos até ao GP da Grã-Bretanha, visto que só após a corrida de Silverstone é que pôde utilizar o novo chassis com todas as atualizações de fundo que a Williams promoveu.

“Sinto-me muito mais confortável agora e sei que posso tirar mais do carro e de mim. Acho que mereço estar na Fórmula 1″, disse Latifi em entrevista ao Motorsport-Total.com. “Deixei claro que não há como negar [os resultados] as corridas anteriores, mas porque o desempenho mudou, a equipa pode-me avaliar adequadamente a partir de agora”.

O piloto canadiano acrescentou ainda que saiu de Montreal, o “seu” GP, desmoralizado e sem saber como poderia melhorar, mas admite que “não está 100% comprovado que algo estava errado com o chassis, mas tenho 99,9% de certeza de que algo estava mal”. Depois das alterações no FW44, Latifi salienta que ainda pode apresentar melhores desempenhos, já que está a pilotar “no limite”. “Essa é a maior diferença. Na Áustria, com as atualizações, estava onde precisava estar tanto na qualificação como na corrida. Também foi assim em Paul Ricard”, explicou o piloto da Williams.

O resultado no GP da Grã-Bretanha foi o melhor do ano de Nicholas Latifi, mas temos de ter em conta que 6 dos 20 pilotos não terminaram a corrida.

1 comentários

  1. Pity

    22 Agosto, 2022 at 16:40

    Três anos é o tempo certo para avaliar um piloto. O primeiro ano, é de aprendizagem, o segundo, de desenvolvimento e o terceiro, de apresentar resultados, mesmo numa equipa de fim de tabela, como é o caso da Williams.
    Acontece que em dois anos e meio, Latifi foi quase sempre batido pelo colega de equipa, o que no caso de Russell até não é de espantar, mas, neste terceiro ano, ao lado de Albon, tinha obrigação de se bater de igual ou, no mínimo, de andar lá perto, mas não, parece ter reservado para si o 20º lugar da grelha. O chassis pode ter problemas, já aconteceu com outras equipas, mas será que isso tem acontecido desde que entrou na F1? “Cheira-me” mais a desculpa, como o outro que não sabia dançar, e dizia que o chão estava torto. Como diria Luísa Castelo Branco: “és o elo mais fraco, adeus”.

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