O sexto lugar de Romain Grosjean na estreia da Haas F1 Team foi a maior surpresa do Grande Prémio da Austrália, prova de abertura do Campeonato do Mundo de Fórmula 1. E depois de Gunther Steiner ter afirmado que o resultado provava que esta tinha sido a forma correta de se estrearem na categoria, Pat Symonds veio agora dizer que tem uma opinião contrária, colocando em causa o estatuto da estrutura norte-americana:
“Penso que o estatuto de construtor tem vindo gradualmente a esfumar-se. E alguns gostariam que desaparecesse por completo. O que a Haas fez é bom para eles, mas não sei se esta é a direção que a Fórmula 1 devia seguir. É totalmente legar, mas é realmente o que a Fórmula 1 quer? Não tenho a certeza”, referiu.
A parceria técnica que a Haas estabeleceu com a Ferrari inclui não só os motores com a chancela da casa italiana, mas também muitos componentes que fazem parte da “lista” admitida. O diretor técnico da Williams é da opinião que expandir o que as equipas podem partilhar pode no limite levar ao fim das equipas construtoras de chassis.
“A lista original era pragmática. Permitia-te vender componentes sensíveis, como transmissões, que são de enorme valor e com pouco impacto na performance. Mas isso perdeu-se, e alguns querem que o limite seja ainda mais alargado. Preferia que a F1 colocasse maior ênfase nos construtores”, concluiu.











