No âmbito da entrevista que Fernando Alonso deu à Sky sports, o espanhol falou dum tema que é demasiado importante para deixar ser passado em claro. Hoje em dia o número de desportos, que se multiplicou fortemente, faz com que, cada vez mais, a atenção dos adeptos se divida e a Fórmula 1, depois de ter atingido um patamar muito elevado, esteja a perder adeptos, já que os seus responsáveis estão muito longe de estar a fazer tudo para que o espetáculo esteja permanentemente nos níveis desejados. Entre as diversas declarações que produziu, Alonso tocou numa tecla que é muito importante, no que ao estado da atual Fórmula 1 diz respeito: “Penso que os pilotos não se estão a divertir tanto quanto gostariam, não podemos ser sete ou oito segundos mais lentos que há dez anos. Isso não dá prazer. Estamos constantemente a poupar, pneus, combustível, baterias, é o completo oposto do nosso instinto natural, e espero que no próximo ano se possa regressar a um estilo mais normal de pilotagem” disse Alonso. Esta frase “é o completo oposto do nosso instinto natural” diz bem do que tem sido a F1 nos últimos tempos e sendo verdade que no caso do endurance, por exemplo, se justifiquem as questões do fluxo de combustível e afins, na F1, ‘obrigar’ um piloto a reduzir andamento para poupar pneus, baterias e combustível vai contra a sua natureza e esta é uma questão que no mínimo, merece discussão…












