Andrea Stella, diretor da McLaren, assumiu publicamente o erro na decisão de não parar sob Safety Car na volta 7 do GP do Qatar, uma escolha que custou a vitória a Oscar Piastri e um pódio a Lando Norris, ‘entregando’ o triunfo a Max Verstappen, que com isso reduziu a margem da liderança de Norris para apenas 12 pontos antes da ‘final’ em Abu Dhabi.
Aposta falhada em flexibilidade
A equipa optou por manter os McLaren na pista, com o 1-2, apostando num segundo Safety Car para ganhar flexibilidade estratégica – quase toda a grelha parou, exceto os carros de Woking. “Não esperávamos isso. Sendo o carro líder, desconhecíamos o que os rivais iriam fazer para além de que havia risco de ‘double stack’ para Norris (pararem os dois ao mesmo tempo e eventualmente Norris perder tempo com algum atraso). De resto o desgaste de pneus baixo (ndr, de Verstappen) limitou a exploração do nosso ritmo superior”, explicou Stella à Sky Sports F1. Piastri, mais rápido em qualificação e Sprint, chegou ao segundo lugar, mas Norris caiu para quinto, subindo para quarto na última volta após ultrapassagem a Antonelli, que terá cometido um erro ou tido um problema no carro.
Sem favoritismos na final
Agora falta apenas uma corrida, mas Andrea Stella rejeita dar prioridade a Lando Norris: “Ambos lutam pelo título, como Raikkonen em 2007 ou Vettel em 2010. O Oscar fez tudo perfeito, rápido, sólido, consistente. Deixamos correr.” Equipa aprenderá com o lapso para a decisiva Yas Marina decisiva, onde o Mundial de Pilotos se resolve.
Lições de uma corrida traiçoeira
A generalidade dos observadores entende que não foram “regras papaya” de igualdade entre pilotos, mas uma má leitura do que sucedeu em pista. A colisão Hulkenberg-Gasly ditou o momento decisivo, a McLaren dominou o ritmo, mas a estratégia prescrita pela Pirelli (25 voltas máx.) e falta de degradação viraram o jogo a favor de Verstappen. Resumidamente, em terra de cegos, quem tem olho é Rei…












Não foi só no safety car, mas em toda a corrida. A partir do momento em que souberam que só podiam fazer 25 voltas com cada jogo de pneus, o que dava 25+25+7, deviam ter logo diversificado as estratégias dos dois pilotos. Não queriam decidir qual ficava com que estratégia, deitassem uma moeda ao ar, assim só prejudicavam um. Agora esperar por um segundo safety car, é como contar com o ovo na cloaca da galinha.
Agora, não façam como a Red Bull 2010, que marcou o piloto errado.