Max Mosley, ex-presidente da FIA, que morreu há menos de um ano a 23 de maio de 2021, foi na altura encontrado na sua casa com um ferimento de bala Sabe-se agora que Mosley, que presidiu à FIA de Outubro de 1993 a Outubro de 2009, morreu de um ferimento de bala auto-infligido. Tinha-lhe sido diagnosticado um linfoma em 2019, e na altura soube-se também que deixou um bilhete de suicídio.
Mosley foi piloto amador em sportscars e mais tarde na Fórmula 2, competindo na corrida de Hockenheim de 1968, onde Jim Clark perdeu a sua vida. Deixou a competição em 1969 e foi co-fundador da March Engineering, que se tornou num dos mais famosos fabricantes de automóveis de corrida do mundo.
Foi conselheiro legal da FOCA ( Formula One Constructors’ Association) presidente da FISA em 1991 e da FIA em 1993 e foi um dos grandes impulsionadores do aumento da segurança dentro e fora de pista. O seu ‘reinado’ também teve momentos polémicos e a sua forte ligação com Bernie Ecclestone nem sempre foi vista da melhor forma.
Mosley esteve fortemente envolvido na decisão de avançar com o Grande Prémio dos Estados Unidos de 2005 em Indianápolis, apesar de todos os pilotos com Michelin terem de se retirar do evento antes do início. Houve também o famoso escândalo da espionagem McLaren em 2007, onde Mosley tomou uma posição dura contra a equipa pelo seu envolvimento no caso.
O mandato de Mosley na FIA terminou pouco depois de ter sido alvo de uma exposição de tablóide em 2008 pela News of the World, relacionada com a sua vida sexual.










