Depois de mais um Grande Prémio de Fórmula 1 em que Lewis Hamilton e a Mercedes saíram por ‘baixo’, é impressionante a quantidade, forma e conteúdo de quem se ‘atira’ ao piloto inglês: “estavas mal habituado” é só mais um exemplo de um rol de ‘mimos’ que li nos últimos dias, e confesso que não tive tempo para ler muito.
Isto, visto dos olhos de um jornalista, que não tem cor ou credo, mostra quão a Fórmula 1 se futebolizou. Isto é bom e mau ao mesmo tempo.
Bom, porque há aqui pelo meio algo muito especial, que quase se pode denominar por amor, quer seja por piloto, equipa, o caso dos tifosi da Ferrari, por exemplo.
Mas este caso Lewis Hamilton/Max Verstappen, também é mau, tal como já foi o caso Ayrton Senna/Alain Prost, na era pré-redes sociais, pois é muito diferente, e entra na área dos comportamentos para lá de excessivos, como o fanatismo ou tribalismo.
E o que é mais engraçado é que muitos ligaram mais a Max Verstappen, não tanto por causa dele, mas porque o que ele agora representa: uma oposição muito forte a quem durante muitos anos não fez outra coisa que não ganhar, ao ponto de deixar os adeptos sedentos do momento em que ele começa a perder.
Tinha de ser um dia, parece que é agora. Mas só parece, porque, passe a redundância, não vi ninguém na Mercedes a atirar a toalha ao chão. O que vejo é um Red Bull que finalmente sente que já não corre atrás, mas sim ao lado, e uma Ferrari que depois do que lhe sucedeu entre o fim de 2019 e 2020, baixou a cabeça e trabalhou muito bem para estar onde está agora.
O regresso da Ferrari às lutas na frente, é algo que não é preciso ser adepto da Scuderia para concluir que é muito bom para a disciplina. É fantástico para a F1, e só a possibilidade de ver três equipas (para já só há duas) a lutar pelos lugares da frente, é fantástico para a modalidade, e no meu ponto de vista de jornalista, é isso a única coisa que me interessa, emoção e espetáculo em doses ‘estilo 2021’. Se possível mais…
Nunca vi tanto interesse pela F1 em Portugal como nestes últimos tempos, leia-se, dois anos, com grande foco em 2021. Com a mudança de regulamentos, não sabíamos o que nos iria trazer 2022, pela amostra não estamos mesmo nada mal…











Parabéns JLA, excelente artigo
” E o que é mais engraçado é que muitos ligaram mais a Max Verstappen, não tanto por causa dele, mas porque o que ele agora representa: uma oposição muito forte a quem durante muitos anos não fez outra coisa que não ganhar, ao ponto de deixar os adeptos sedentos do momento em que ele começa a perder.” Se trocarmos o Max pelo Alonso e a Mercedes pela Ferrari no tempo do Shummi… e temos o mesmo… portanto nada de novo.
É bem observado, mas não me parece que o Alonso tenha sido só isso ou que tenha atingido uma dimensão parecida com o Verstappen – nunca se viram bancadas inteiras pintadas de laranja. Por qq razão que não entendo, o Schumacher tinha uma pletora de fãs que o consideravam de facto o melhor do mundo, sem questionar se não era Ferrari/Bridgestone que podiam ser quase imbatíveis, talvez porque tenha demorado muito mais a ter a Ferrari competitiva Já o Hamilton não conseguiu impor a mesma aura, é maior a inveja de quem acha que ele tinha um carro imbatível, do… Ler mais »
A minha azia com o Schumacher por ele ter comemorado no pódio de imola em 1994 e ter atirado o Hill para fora. A minha azia com o Hamilton foi a banalização do ajoelhar, temos pena já o defendi dos ataques racistas dos adeptos do Alonso, mas agora volte a ser apenas piloto.
A mudança nos regulamentos parecem cumprir o que foi prometido. Temos ainda melhores corridas, sendo que no futuro, com os orçamentos limitados, podemos esperar que mais equipas se aproximem da frente e consigam lutar por vitórias, é esse o grande objectivo. Eu acho que uma potencial luta entre o Max e o Leclerc pode elevar a F1 de uma forma geral para um outro patamar, na minha opinião podendo gerar uma espécie de rivalidade ainda superior ao que assistimos entre o Senna e o Prost. Só espero que ambos possam lutar de igual para igual durante a maior parte das… Ler mais »
A F1 tem condições para adicionar mais 3 equipas, com estes regulamentos seriam competitivas, mas os poderosos não querem porque ainda têm o sonho de poderem ter equipas de 3 carros.
O êxito desportivo modificou-o negativamente e tornou-se antipático daí o desabafo de agrado ao cair de pedestal de invencível.
Eu não me futebolizei, nunca tive equipas nem pilotos favoritos. Sempre tive equipas e pilotos que menos gosto, tal como no futebol, que até deixei de ver totalmente (nem consigo ver mais de 5 minutos de seguida sem mudar para as notícias) e já fui fanático. Tanto me faz nesta encarnação se ganha a Red Bull ou Ferrari, o Leclerc ou o Max desde que a Mercedes e o Hamilton não ganhem. No passado fui anti Ferrari e anti Schumacher ou anti Prost. Estou arrependido de ter apoiado o Hamilton no passado, devia ter apoiado o Vettel quando ele estava… Ler mais »
A razão do Anti Hamiltonismo é que deixou de ser um piloto de F1 ou de alguém que gosta de F1 acima de tudo, acho que mudou a sua imagem com o sucesso e eu não gosto nada da sua imagem actual.