Processo judicial revela custos elevados para jovens pilotos testarem na F1. Até Lando Norris pagou à McLaren antes de chegar onde está atualmente…
O litígio legal entre a McLaren e Alex Palou trouxe à luz uma prática antiga mas pouco falada: pilotos têm de pagar para testar carros de F1 ou participar em treinos livres, mesmo os mais talentosos.
Zak Brown, CEO da McLaren Racing, revelou em tribunal que “até Lando Norris” pagou para integrar a equipa antes de garantir o lugar fixo como piloto em 2019.
Ryo Hirakawa, por exemplo, pagou cerca de 3,5 milhões de dólares à McLaren para duas sessões “Testing of Previous Cars” e uma participação no 1º Treino Livre em Abu Dhabi 2024.
Lando Norris iniciou-se no programa de jovens pilotos em 2017, fez testes e sete sessões FP1 em 2018, antes de se juntar à equipa principal em 2019. O caso demonstra que pagar para ter acesso é parte do processo, mesmo para os futuros campeões.
Na disputa, Palou admite ter quebrado o contrato ao optar por continuar na IndyCar em vez de integrar o projeto da McLaren, mas argumenta que a equipa nunca lhe garantiu presença na F1. A equipa quer ser ressarcida.
O caso evidencia que o tempo de pista em carros de F1 é transacional: os programas de testes e treinos são oportunidades que custam dinheiro, e este “pagar para testar” abrange desde jovens promissores até nomes de topo.
Este caso coloca em evidência que o acesso à F1, mesmo para quem vem a ser um potencial campeão, implica grande investimento financeiro antes da ascensão definitiva. Agora imagine-se a dificuldade de se gastar milhões, quando as certezas são muito poucas.











