A Pirelli impôs um limite máximo de 25 voltas por conjunto de pneus no GP do Qatar, após o desgaste extremo visto em 2024, quando pneus expuseram a estrutura em stints longos num circuito de alta energia.
Com ultrapassagens muito difíceis, as equipas optaram por uma paragem só, mas agora as 57 voltas da corrida principal forçam pelo menos duas, elevando a importância do timing das boxes.
A medida protege contra corretores agressivos e eventuais detritos, garantindo segurança – a Sprint de 19 voltas correu-se num só conjunto, mas a corrida principal exige malabarismos para ganhar posições no ‘undercut’ ou ar limpo: (NDR, o undercut consiste em entrar nas boxes antes do rival à frente, trocar para pneus ‘frescos’ e ganhar tempo com voltas rápidas em pista livre, saindo à frente quando o adversário para, uma táctica poderosa em circuitos com alto desgaste de pneus.
Já o overcut implica ficar mais tempo na pista com pneus gastos, aproveitando ar limpo e carro com pouco combustível, portanto mais leve, para imprimir ritmo forte, parando depois para emergir com borracha nova à frente do concorrente que foi às boxes mais cedo).
Gestão precisa dos C1 (duros), C2 (médios) e C3 (macios) pode ditar o pódio, num traçado onde posição de pista é ouro.










