Continuam a existir dúvidas relativamente às novas regras da Fórmula 1 a partir de 2017, sendo que as discussões prosseguem, estando prevista a data de 30 de abril para a aprovação das novas regras. A ideia é tornar os carros mais largos, rápidos, mas há quem tenha dúvidas sobre quais as medidas a tomar, pois a performance que se tem visto dos atuais F1 está muito perto dos recordes alcançados noutras eras, e isso está a fazer pensar se não seriam melhores outras medidas.
A pole position de Lewis Hamilton no GP da Austrália ficou apenas a três décimos do registo de Sebastian Vettel na qualificação de 20111 no mesmo circuito numa altura em que ainda se utilizavam os V8. E ambos os tempos são mais rápidos que o obtido por Michael Schumacher em 2004, durante os tempos áureos dos V10. Sintomático!
Portanto, por exemplo Hamilton é de opinião que simplesmente torná-los mais rápidos pode não ser o caminho: “Pessoalmente acho que temos que ter mais aderência mecânica e menos aerodinâmica, de modo a podermos aproximar-nos do carro da frente e ultrapassá-lo. Se apenas nos derem mais cinco segundos por volta através da aerodinâmica, nada mudará. Simplesmente vamos pilotar mais rápido. Como se pode calcular não tenho as respostas todas, mas sei que as mudanças que se estão a pensar fazer não vão proporcionar melhores corridas” disse Hamilton. Realmente, dá que pensar, as palavras do piloto da Mercedes são lógicas, e quando se avançar para a construção dos novos carros, já não se poderá voltar atrás com pode agora acontecer com uma nova qualificação mal pensada…









