Lewis Hamilton está de regresso a uma posição que trabalhou muito para inverter. O piloto inglês chegou a estar 43 pontos atrás de Nico Rosberg, mas com o avançar da época recuperou e chegou à paragem de verão novamente na frente. Só que daí para cá, Nico Rosberg tem ganho um ascendente incrível e isso permitiu-lhe passar novamente para a frente do campeonato.
Como isto sucedeu? Há muito se sabe que Hamilton, se consegue uma boa afinação no seu carro bem cedo, normalmente, não tem adversários ao longo do fim de semana. Mas o contrário também é verdade, e quando as coisas não lhe correm bem, sem ter o melhor acerto e sem ter confiança no carro isso determina sempre muito do que acontece a seguir, e nesse aspeto, Rosberg tem estado bem melhor. Agora que as coisas estão bem mais equilibradas, qualquer detalhe pode fazer a diferença entre ambos e não há nada neste momento que se possa descurar na luta entre ambos.
Certo é que Hamilton precisa rapidamente de uma boa corrida que lhe devolva a confiança entretanto perdida, pois se permite que Rosberg se destaque ainda mais a pressão acumula-se: “Espero o melhor. Singapura foi difícil para mim” começou Hamilton por dizer. E porque foi difícil. Porque ao contrário do que Paddy Lowe disse, Hamilton teve mesmo problemas com os travões porque a entrada do safety car em Singapura levou a que os travões dos monolugares aquecessem muito. A Mercedes sempre teve fraquezas a este nível e Rosberg teve a sorte de não ter ninguém à sua frente que lhe ‘mandasse’ ar quente para o seu carro. Resultado, Rosberg ficou ‘fresco’ e Hamilton em ‘brasa’. E isso refletiu-se no resto da corrida: “Terminar no pódio foi um bom controlo de danos”, disse no final.
Agora, não há muito por onde escolher: “O Nico tem estado a fazer um grande trabalho, e eu não tenho tido os meus melhores fins de semana. As coisas estão assim. Por vezes ele está melhor, noutras eu, tudo isto é uma combinação de coisas que todas juntas fazem diferença. Agora, não tenho ideia como será, temos seis corridas pela frente tenho que continuar a dar o meu melhor e esperar que tudo corra bem. Preciso de bons resultados de modo a que chegue à dianteira e por lá fique mas isso já sucedeu no assado portanto não há razões para acreditar que não volte a acontecer. Sepang é a primeira oportunidade, é uma pista em que me costumo dar bem”












