Os últimos anos na Fórmula 1 têm claramente sido bastante complicados para os adeptos da Fórmula 1 que mesmo tendo equipas/pilotos preferidos, gostam também de competição, pois ao fim ao cabo sabe bem melhor ganhar depois de muita luta do que já se saber no arranque quem com forte probabilidade vai vencer.
Este é o atual “elefante na sala” da Fórmula 1, e não há nada que a FIA possa fazer, porque não pode, porque não deve. O Promotor, a Liberty Media, bem pode tentar passar a mensagem que se está a viver um período único na F1, que será recordado daqui e muitos, muitos anos.
Isso é verdade, mas enquanto os adeptos vivem esse período, ainda mais nos tempos que correm em que há tanto entretenimento que se torna difícil pensar que um adepto que não seja ‘hardcore’, irá manter-se inamovível perante corridas em que ganha quase sempre o mesmo.
Mais uma vez, os únicos que podem fazer alguma coisa quanto a isso são as nove restantes equipas e os 19 restantes pilotos para lá de Max Verstappen e a Red Bull.
Estes são tempos muito desafiantes para os adeptos e telespectadores de F1 e isso é algo que já dura desde 2011, com algumas intermitências.
Primeiro foi o domínio da Red Bull entre 2011 e 2013, do domínio da Mercedes ente 2014 e 2020.
Os períodos de domínio das equipas não são novidade na Fórmula 1, dado que as diferenças de desempenho dos carros sempre se sobrepuseram às diferenças de desempenho dos pilotos.
E quando se junta um e outro, Red Bull e Max Verstappen, estamos e vamos continuar a ter o que temos vindo a testemunhar desde 2022.
Houve muitos períodos dominantes na história da Fórmula 1. Mas nenhum como o atual…
Já falámos do da Red Bull (2011-2013), o da Mercedes (2014-2020), o também da Mercedes em 1955, os da Ferrari em 1952, 1953, 1970 1982, 2002 e 2004, os da McLaren em 1988 e 1998, os da Williams em 1986, 1987, 1992, 1996, uns maiores do que outros. Mas uma vez, nenhum como o atual da Red Bull.
Mais uma vez, nada há a fazer a não ser a Ferrari, Mercedes, McLaren, Aston Martin e os seus pilotos.
Tudo isto a propósito do que disse hoje Lando Norris: “O domínio aborrecido de Max Verstappen na F1 está a afastar os adeptos do desporto”
Ainda não tinha sido visto este século: Max Verstappen tornou-se o primeiro piloto a começar a época com cinco pole positions seguidas: “É frustrante para quem está a ver, mas sempre foi assim. Estamos a ver um domínio maior do que nunca, por isso nunca vai ser o melhor para assistir e as únicas corridas emocionantes têm sido aquelas em que Max não está”.
Questionado se estava preocupado se esse domínio pode levar os adeptos a afastarem-se: “É claro que vai ser. Não há maneira de dizer que não. Se virmos o mesmo piloto a ganhar sempre sem lutar, é claro que começa a tornar-se aborrecido, isso é óbvio. Temos um dos melhores pilotos de sempre na Fórmula 1, num dos carros mais dominantes e essa é uma combinação ‘mortal’. Se em vez do Max fossem dois ‘Sergio’ tudo era diferente.”












