A informação soou um pouco estranha, mas vinda de Peter Windsor, fazia algum sentido, mas a verdade é que se confirmou o que achámos de imediato quando tomámos conhecimento: uma das coisas que não faltam nos contratos dos pilotos de Fórmula 1 são cláusulas de proibição da prática de atividades e desportos de risco. Onde se incluem os ralis, claro…
Por isso foi com naturalidade que Lando Norris, confrontado com a informação de Peter Windsor, negou ter realizado testes secretos com um carro de ralis, embora continue a admitir que gostaria muito que isso se tornasse realidade no futuro. Recorde-se que o rumor surgiu após Peter Windsor, ex-jornalista de Fórmula 1, ter mencionado num podcast que Norris já teria pilotado carros do WRC, mas o piloto da McLaren revelou agora que nunca o fez, acrescentando o óbvio: Zak Brown, CEO da McLaren, nunca o permitiria.
Lando Norris insurgiu-se contra as informações falsas, mas deixou claro que um dia quer experimentar os ralis, pois é grande admirador dos pilotos da modalidade, mas como é óbvio, percebe bem o porquê os contratos dos pilotos de F1 têm essas cláusulas sobre atividades de risco.
Provavelmente existem em todos e não só da F1, a inclusão de cláusulas que restringem ou proíbem a prática de desportos e atividades consideradas de risco, com o objetivo de proteger a integridade física dos pilotos e, consequentemente, o investimento das equipas.
Essas cláusulas visam evitar que lesões fora das pistas prejudiquem a participação dos pilotos nas corridas e comprometam os resultados da equipa.
As cláusulas podem abranger uma variedade de desportos e atividades, incluindo esquiar na neve, por exemplo, Max Verstappen com a Red Bull, já se queixou disso, gostava, mas não pode, pois todos se lembram o que sucedeu há 12
anos com o acidente de Michael Schumacher.
Qualquer forma de desportos radicais, como paraquedismo, escalada, surf em ondas grandes, skate, extreme mountain bike, também costumam ser vetadas.
O ciclismo, normalmente não, mas já causou muitos dissabores…
O motociclismo é outra área totalmente proibida, mesmo em eventos promocionais ou de lazer, os ralis, claro, mesmo testes ou co-drives, porque há sempre riscos envolvidos, não é por acaso que quem faz um co-drive assina sempre – ou deve fazê-lo – um ‘Termo de Responsabilidade’ em que se aceitam os riscos inerentes à atividade, isentando a organização de responsabilidade por eventuais danos pessoais ou materiais que possam ocorrer durante a experiência.
Como se percebe, estas restrições são justificadas pelo alto valor dos contratos, pelo investimento das equipas e patrocinadores, e pelo impacto que a ausência de um piloto pode ter no desempenho desportivo e financeiro da equipa.
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino











Norris tem noção quão valiosos são os pilotos de Ralyes. Se experimentou, fez muito bem, numa Sociedade amarrada a contratos, muitos deles estupidamente ditatoriais.
Lembra-se do que aconteceu ao Kubica? A “brincadeira” acabou com a carreira dele na F1 e, por pouco, não lhe acabou também com a vida. É por isso que os responsáveis das equipas de F1 são tão “ditatoriais”, como você lhes chama.
Você fala como pessoas fossem trofeus, é a sua visão, mas não a minha.Tive a oportunidae de estar com Kubika no Ralye de Portugal quando este se disputava no Algarve, aquilo que percebi os Ralis era algo que adorava. Só ele Kubica pode responder se está arrependido ou não. Mas ainda hoje lutou pela vitória numa corrida dominada pela Ferrari no WEC. Grande Kubica.