Motores V10 com combustível sustentável? Presidente da FIA abre discussão na F1, mas cenário é muito improvável…
Em declarações ao Motorsport.com, o presidente da FIA, Ben Sulayem, diz que a Fórmula 1 deve considerar, no futuro, voltar a utilizar motores V10, com combustível sustentável.
É certamente uma ideia que ‘colhe’ na mente de muita gente, mas que é muito pouco provável de ser seguida pelas mesmas razões que levam à introdução de motores bem diferentes na F1, em 2014.
Como se sabe, a F1 adotará combustíveis sintéticos e um novo formato híbrido a partir de 2026, com maior dependência de energia elétrica. Embora o retorno aos V10 seja muito popular entre os fãs, é improvável devido ao foco atual em componentes elétricos e híbridos. Além disso, os combustíveis sintéticos são caros e para já menos eficientes quando comparados aos modelos elétricos, e os fabricantes da F1 não demonstraram interesse nenhum em abandonar a fórmula híbrida.
Os novos motores terão uma divisão de quase 50/50 entre a potência de um motor de combustão interna V6 e um motor elétrico MGU-K mais potente, aumentando a dependência da energia eléctrica em comparação com as atuais unidades motrizes. A F1 está também empenhada em utilizar combustíveis sintéticos menos poluentes para atingir uma pegada de carbono zero até 2030, e por tudo isso, regressar aos motores V10, é muito pouco provável.
Mas cai bem nos ouvidos dos adeptos, claro…









Eu sou o primeiro a levantar a bandeira do V10. Esta F1 com carros do tamanho de camiões e sem barulho me deixa agoniado.
Não sou “propriamente” fã de F1… mas com tudo o que se está a passar no mundo não fico “agoniado”, mas concordo e prefiro um V10 com combustível sustentável ou p’ra mim seria interessante até um 6 cilindros em linha normalmente aspirado mas isso se calhar seria demasiado fraquinho para os aficionados.
Eu fico agoniado é com a quantidade de metecaptos que ainda não assimilaram que as alterações climáticas são uma realidade com consequências mais do que visíveis e que só vão piorar.
Os combustíveis “sustentáveis” são uma falácia conveniente, uma forma de greenwashing para quem está mais preocupado em ouvir o barulho de motores na televisão durante umas horinhas por ano do que com a vida futura de muitas gerações.
Não me vou dar ao trabalho de explicar como é que a suposta neutralidade carbónica destes combustíveis é “obtida”. Têm internet, pesquisem.
Obviamente que ’tou a par disso tudo!!
Mas com tudo o que está a passar-se no mundo, as questões ambientais são “convenientemente” postas de lado; a pegada da F1 é uma “gota no oceano” em comparação mas sei que é preciso dar o exemplo, p’lo menos, mas também num mundo perfeito nem era preciso discutir isto…
Os hipócritas que se queixam todos dias e depois fartam-se de viajar de avião para passarem as férias nas caraíbas.
Era uma boa noticia. Mas nesta F1 do politicamente corretismo, duvido que aconteça. A menos que os ventos mudem…o que parece estar a acontecer. Vamos ver.
Infelizmente concordo… A ver, vamos!
Os carros atuais, são muito mais rápidos do que os carros com V12, V10 e V8, eu na F1 quero velocidade e não barulho.
O que me interessa ter barulho se depois são 10 segundos mais lentos?????
Pois…
E os carros de 2026 vão ser mais rápidos? Vão aguentar uma volta completa? Vão fazer metade da volta com um motor de GP2?
“Combustível sustentável” deixem me rir.
Pois…
Baterias de Lítio sustentáveis, deixem-me rir. As plantas que geram o Combustível, consomem CO2, nem que fosse um motor a etanol ou metanol, já seria sustentável e mais fácil de produzir, do que transformar tudo em n-octano. O hidrogénio também é uma hipótese, por combustão directa, se a energia for obrigatoriamente renovável. Se forçar as companhias a implementar a captura industrial de CO2, também uma opção, por muito caro que seja.