Depois do que se viu nos primeiros dois treinos livre da Fórmula 1 em Istambul Park já ficou claro para toda a gente que o nível de aderência do novo asfalto da pista turca é muito baixo e embora se espere que vá melhorando ao longo do fim de semana é quase certo que todas as equipas vão ter problemas. Para se perceber melhor o que sentem os pilotos, Lewis Hamilton disse que fizeram “merda, com M grande…”
“Este é um circuito tão fantástico e não compreendo bem porque gastaram milhões para reasfaltar a pista. Sei que o asfalto era velho, mas provavelmente poderiam ter apenas limpo a pista, talvez, em vez de desperdiçarem todo o seu dinheiro”.
O inglês disse que a falta de aderência foi ainda pior do que tinha sido no Autódromo do Algarve, em Portimão, que também foi reasfaltado pouco antes da corrida: “A pista está pior do que Portimão era quando lá estivemos naquela nova superfície. Por isso, para nós os pneus não estão a funcionar e pode-se ver que é como uma pista de gelo. Por isso não se tem o prazer da volta que normalmente se teria em Istambul e não vejo que isso vá mudar. A falta de aderência está a tornar muito difícil manter os pneus na janela de temperatura de funcionamento correta, disse Hamilton.
Para Mario Isola, da Pirelli, a questão é simples: “temos um nível de aderência que é inferior ao esperado. Quando selecionámos os pneus, não sabíamos do novo asfalto, pelo que as características da nova pista são diferentes da antiga. Isso significa que decidimos pelos três compostos mais duros que temos na nossa gama. É um pouco desafiante para os pilotos, mas todos têm os mesmos pneus e no final têm de trabalhar com o que têm. Acredito que será bastante difícil se chover devido ao facto de haver algum óleo que vem à superfície quando chove, por isso temos de prestar atenção se estiver molhado. Quanto ao resto, provavelmente o nível de aderência irá aumentar. Não temos eventos de apoio, pelo que obviamente o nível de borracha que somos capazes de colocar na pista será inferior ao habitual e este é outro elemento que têm de ser considerado nas estratégias e na evolução da pista”, disse Mario Isola. Quando lhe perguntaram se, sabendo o que sabe agora, poderia ter trazido compostos mais macios: “Talvez sim, mas temos dados que são muito, muito antigos. Há dez anos atrás tínhamos uma situação completamente diferente, pneus diferentes, compostos diferentes e carros diferentes, por isso estamos a olhar para este circuito como uma pista nova. Fizemos a nossa simulação considerando este circuito como uma nova pista e sim, obviamente que demos uma vista de olhos aos dados de 2011, mas creio que não são muito relevantes, por isso talvez sim. Sabemos que a Curva 8 é bastante severa para os pneus. O resto do circuito nem tanto. Conhecendo antecipadamente as características do asfalto, sim, talvez trouxéssemos pneus mais macios…”









