McLaren sagrou-se bicampeã do mundo de construtores de F1, mas terá pouco tempo para festejar. Afinal, ainda faltam seis corridas para o fim da longa temporada de 2025. Apesar de o título de construtores ser importante, o relevo do título de pilotos é superior, e a equipa tem agora de lidar com dois candidatos.
A McLaren não conquista um título de pilotos desde 2008, quando Lewis Hamilton se sagrou campeão mundial pela primeira vez. Desde então, a equipa atravessou uma fase negativa, reergueu-se e voltou ao topo da modalidade. No ano passado, Lando Norris teve um vislumbre do que poderia ser a luta pelo título, mas este ano, em 2025, tanto ele como Oscar Piastri são os principais candidatos.
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— McLaren (@McLarenF1) October 5, 2025
Uma abordagem arriscada, mas saudável para o desporto
A McLaren teve noção disso desde cedo e procurou uma abordagem que só pode agradar a quem segue a F1: desde o início, tentou ser o mais justa possível com as suas estrelas, permitindo que lutassem em pista, desde que evitassem exageros. Numa época com 24 corridas, seria quase impossível terminar sem um episódio mais tenso.
Esse episódio aconteceu em Singapura. Piastri ficou agastado com o toque que sofreu de Lando Norris na curva 3, logo na largada, quando o britânico apostou numa manobra mais incisiva. O desconforto de Piastri foi evidente.

Irritações que não são de agora
A McLaren prometeu a Piastri uma análise “detalhada” e “muito analítica” ao incidente, sublinhando que o episódio vai muito além dos pontos perdidos no campeonato. O caso ganha relevância por ocorrer num contexto de várias situações recentes em que Piastri sente ter saído prejudicado face ao colega de equipa. O australiano já tinha questionado decisões da McLaren na Hungria e em Itália, o que ameaça a confiança mútua que sustenta as chamadas “Papaya Rules” — o código interno que rege a igualdade e a integridade entre os pilotos.

Manobra de Norris não foi exagerada
Depois do desconforto inicial, Piastri encontrou-se com Norris e até o cumprimentou. Talvez tenha revisto as imagens e percebido que o colega tinha poucas hipóteses de evitar o contacto, depois de tocar em Verstappen. O espaço existia, Norris aproveitou, cometeu um ligeiro erro e o toque acabou por irritar Piastri, mas, se os papéis se invertessem, provavelmente teríamos o mesmo desfecho. Assim, não parece que este episódio, isoladamente, vá minar de forma irreversível o ambiente na McLaren.

Luta ainda mais acesa a partir de agora?
Com o título de construtores confirmado, a McLaren pode agora, e de forma mais vincada, defender uma postura de liberdade para que os pilotos possam competir. O objetivo da equipa está assegurado e agora cabe aos pilotos defender as suas posições. Assim, e com a McLaren a garantir que manterá essa postura, será mais fácil para engenheiros e responsáveis assegurar a equidade entre ambos: o dinheiro e tudo o que envolve o título de construtores já estão garantidos.
Claro que a McLaren pretende ver um dos seus pilotos com o título, mas a ameaça de Verstappen pode complicar as contas. Podemos, contudo, assistir a um novo capítulo na relação entre Norris e Piastri — um em que a luta se intensifica e a equipa deixa de funcionar como um tampão que evita confrontos mais diretos.
Fotos: Foto: MPSA / Philippe NANCHINO e McLaren











A McLaren tem agido bem este ano. O único ponto questionável, e do qual Piastri tem motivos para se queixar, foi o que se passou em Monza, aí não havia razão para troca de posição.
Se não tivesse existido a troca de posições em Monza, o que aconteceu ontem teria muito menos impacto. Como foi dito na altura, a Mclaren estava e colocar-se “a jeito” para um confronto deste tipo, e parece-me legítimo que o Piastri faça algumas perguntas desconfortáveis à chefia. Ser totalmente justo para com ambos os pilotos durante uma temporada pode não passar de uma utopia, alguém normalmente acaba um pouco mais injustiçado que o outro. Apesar do Lando ter sido demasiado trapalhão para o meu gosto, o facto é que o espaço estava lá para ser atacado, e nesse sentido devo… Ler mais »
Provavelmente é o fim das “papaya rules”, sendo uma das regras: não choques com o teu colega de equipa, e já lá vão duas do Norris, o Piastri sente-se preterido, basta ver como desligou o rádio ao Zac ou o ignorou no final, o Inglês quase que o coloca no muro, não fosse o Australiano segurar o carro e ficava pelo menos com danos, senão ficasse lá. Parece-me que vai endurecer as lutas entre os dois. Na minha opinião faz bem, acho que a McLaren tem preferência pelo Norris e o Piastri cada vez mais sente isso, Monza então não… Ler mais »
O Norris foi demasiado otimista. Fefelizmente para ambos foi roda com roda, pois se fosse no radiador ou num sidepod, as consequências tinham tido graves e a conversa não seria esta.
Espero que seja o fim das Papaya Rules, provávelmente o nome mais ridiculo da F1.
Penso que existe conversa a mais. O perigo é o Max. Vejo com dificuldade como vão os 2 evitar o penta. O max realmente é o melhor piloto da atualidade. Mesmo com o carro com problemas mecânicos consegue conduzir como se nada fosse. Espantoso!! Simpatizo com o Óscar nas sinceramente sejemos honestos. Quem é melhor que o Max na atualidade ?