Lewis Hamilton (Mercedes F1 W11) vai ter que esperar mais algum tempo para igualar Michael Schumacher no número de vitórias em Grandes Prémios de Fórmula 1, já que uma dupla penalização de cinco segundos que o fizeram cair de primeiro para décimo impediram que pudesse vencer. Tudo porque o inglês simulou arranques fora da zona designada para o efeito durante a volta de acesso à pré-grelha. Ainda assim, recuperou e terminou na terceira posição, atrás de Max Verstappen (Red Bull RB16/Honda). Desta forma, a Mercedes mantém a invencibilidade no GP da Rússia, em Sochi. Bottas reduziu agora a margem no campeonato para Hamilton, colocando-a em 44 pontos.
Quem aproveitou foi Valtteri Bottas (Mercedes F1 W11), que depois de ter vencido a corrida de abertura da época, aproveitou o momento menos bom de Hamilton para vencer. Segunda vitória do ano para o finlandês, que depois de ficar sozinho na frente, dominou a corrida a seu bel prazer.
Max Verstappen (Red Bull RB16/Honda) foi o único que se conseguiu manter a uma distância razoável do Mercedes, mas ainda assim o melhor que conseguiu foi terminar a 7.7s do finlandês, isto depois duma má partida em que perdeu a segunda posição que assegurou na qualificação. Depois de dois abandonos, um bom segundo lugar.
Quanto a Lewis Hamilton, caiu para o décimo lugar, mas recuperou mais ou menos facilmente, até ao terceiro lugar, já não indo a tempo para “ir buscar” o holandês da Red Bull. Mais uma vez, Mercedes sem adversários, a não ser ‘ela própria’. Neste momento, Lewis Hamilton passa a somar 10 pontos na sua super-licença, se somar mais dois… fica uma corrida de fora.
Sergio Perez (Racing Point RP20/Mercedes) foi um confortável quarto classificado depois de boas lutas no meio do pelotão na fase inicial da corrida, onde bateu os Renault.
Quinto lugar para Daniel Ricciardo (Renault R.S.20), apesar de ter recebido uma penalização de cinco segundos por sair largo na curva 2 depois de um ataque a Esteban Ocon. O australiano conseguiu uma margem suficiente para manter Charles Leclerc atrás de si, depois da aplicação da penalização.
Sexto lugar para Charles Leclerc (Ferrari SF1000), colocando o carro vermelho bem acima do que vale hoje em dia no meio do pelotão. Partiu de décimo, fez um bom stint com pneus médios. Não deu para mais mas foi positivo.
Esteban Ocon (Renault R.S.20), Daniil Kvyat (AlphaTauri AT01/Honda), Pierre Gasly (AlphaTauri AT01/Honda) e Alexander Albon (Red Bull RB16/Honda) completaram o top 10, depois duma grande luta pela posição por parte destes dois últimos.
Esteban Ocon (Renault) terminou em sétimo, mesmo à frente de Daniil Kvyat (Alpha Tauri), que tinha optado por uma estratégia semelhante à de Charles Leclerc, mas começando com os pneus duros, com Pierre Gasly a passar Alex Albon, que tinha parado nas boxes durante o período de Safety Car. Tanto Gasly como Albon fizeram duas paragens e tiveram uma bela luta com Lando Norris, que terminou apenas no 15º lugar depois de ter feito a sua segunda paragem muito tarde na corrida.
Albon foi outro pilotos a receber uma penalização de cinco segundos por ter cortado a Curva 2 e não ter respeitado os corretores, que foram destruídos quando Romain Grosjean passou por cima deles, causando um breve período e Safety Car Virtual para remoção dos destroços dos corretores. Ainda assim Albon manteve o 10º lugar na frente de Antonio Giovinazzi.
Logo na primeira volta, Lance Stroll e Carlos Sainz ficaram fora do Grande Prémio da Rússia, com o Safety-Car a entrar em pista. Carlos Sainz saiu largo na primeira curva e foi pela escapatória, tendo de passar pela zona estreita definidas pelas setas, mas fê-lo a uma velocidade demasiado elevada e bateu na parede, danificando a roda da frente esquerda. Lance Stroll terá sofrido um toque na traseira do seu Racing Point, após uma direita que o levou diretamente à parede.










