Uma corrida brilhantemente gerida por Lewis Hamilton (Mercedes), permitiu-lhe alcançar a sua segunda vitória da temporada, e também o segundo triunfo no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, terminando à frente de Max Verstappen (Red Bull), enquanto o seu companheiro de equipa, Valtteri Bottas, foi terceiro.
Desta forma, Hamilton alargou a liderança do campeonato para oito pontos. Lando Norris colocou o seu McLaren na quinta posição, atrás do segundo Red Bull, o de Sergio Pérez, mostrando que continua em boa forma. Fernando Alonso fez a sua melhor corrida desde que regressou à F1, com o oitavo lugar com Daniel Ricciardo nos pontos, depois de partir do 16º lugar da grelha. Lewis Hamilton é o primeiro piloto a repetir a vitória este ano.
O britânico até nem teve uma partida muito boa, mas com uma boa estratégia o #44 conseguiu ser mais forte que o holandês, e o seu companheiro de equipa. Kimi Raikkonen foi o único piloto a abandonar a prova, isto ainda na volta 2.
História da corrida
Carlos Sainz, Esteban Ocon, Lando Norris, Pierre Gasly, Sebastian Vettel, Lance Stroll e Kimi Raikkonen largaram para a corrida com pneus macios, de resto todos os pilotos tinham nos seus monolugares pneus médios.
Valtteri Bottas saiu da primeira posição da grelha de partida do GP de Portugal, com o seu colega de equipa Lewis Hamilton ao seu lado, tendo a Mercedes pela primeira vez esta época, os dois pilotos nas duas primeiras posições.
Boa largada de Carlos Sainz, que ultrapassou Sérgio Perez pela quarta posição e de Lando Norris que subiu ao 6º posto, tendo ultrapassado Esteban Ocon.
A primeira e única situação de Safety Car surgiu na segunda volta, com Raikkonen a partir a asa da frente do monolugar ao bater na traseira do monolugar do seu colega de equipa na reta da meta e foi assim o único desistente do GP de Portugal. O SC durou até à volta 6.
No recomeço, Bottas atrasou o pelotão até ao máximo e Hamilton perdeu a posição para Verstappen na travagem para a curva 1, já Norris ultrapassava Sainz e subia ao quarto posto. O espanhol perdeu também a posição para Pérez e teve de defender a posição aos ataques de Ocon e depois do colega de equipa Charles Leclerc.
Daniel Ricciardo estava em plena recuperação no inicio da corrida. Na volta 10 era já 11º. Verstappen começou a sua “caça” a Bottas por esta altura, mas uma perda momentânea de tração na última curva colocou o neerlandês em má posição, tendo sido apanhado por Hamilton. O britânico voltava ao lugar atrás de Bottas.
À volta 16, Norris perdeu a posição para Perez na reta da meta, já o seu colega de equipa ultrapassava Vettel e subia ao top 10. Na volta 20, Lewis Hamilton ganhou o terreno suficiente para entrar no espaço do DRS e conseguiu ultrapassar no final da reta da meta Bottas e ganhou imediatamente 1 segundo para o seu companheiro de equipa. Verstappen estava também ele a ganhar terreno a Bottas.
Carlos Sainz foi o primeiro piloto a abrir as hostilidades na paragem das boxes, com Yuki Tsunoda a seguir o exemplo do espanhol. Norris foi o piloto seguinte. Ocon e Tsunoda apostaram a sair para a pista com os pneus mais duros.
Na frente, Hamilton, Bottas, Verstappen e Perez estendiam o turno com pneus médios, parecendo que este composto era o melhor para o estado da pista a meio da corrida. Por esta altura, Lance Stroll (7º) ainda tinha os pneus macios instalados no Aston Martin e Daniel Ricciardo e Fernando Alonso ainda tinham também os médios desde a largada, ocupando o 5º e o 6º posto, respetivamente.
Verstappen foi o primeiro dos 4 primeiros a parar, trocando o composto médio pelo composto duro da Pirelli. Bottas respondeu na volta seguinte para trocar de pneus, também para o composto duro. Na primeira volta depois da paragem, Bottas perdeu tração e terreno para Verstappen, com o neerlandês a ultrapassar o finlandês na travagem para a curva 6, para assumir o segundo posto da classificação.
Hamilton recebeu instruções da equipa para colocar temperatura nos pneus duros após a sua paragem, possivelmente para não ter o mesmo problema que Bottas experimentou.
Stroll parou para trocar os pneus macios apenas na volta 40 da corrida, caindo para 14º com pneus médios. Alonso e Ricciardo foram os últimos pilotos a parar para troca de pneus, excetuando Perez, que continuava ainda com o mesmo jogo de pneus desde a partida e era líder da corrida.
Carlos Sainz (pneus de composto médio) perdia muito tempo para os pilotos que utilizavam pneus duros, com Ocon a ultrapassar o piloto da Ferrari, que descia para a 8º posto.
Sérgio Perez foi instruído na volta 45 que o seu turno timha de ser estendido em mais 10 voltas. O mexicano era líder da corrida na altura, ainda sem ter parado e tinha pouco mais de 5 segundo de vantagem para Hamilton e menos de 8 segundos para Verstappen, que seguia em terceiro.
NIkita Mazepin estava sob investigação por travar a ultrapassagem quando estava a ser dobrado por Sérgio Perez.
Na volta 51 Alonso ultrapassou Ricciardo na reta da meta, para assumir o 9º posto. Na mesma volta, Perez parou (finalmente) para trocar os pneus médios por pneus macios usados. Bottas conseguiu ganhar algum terreno a Verstappen e estava a menos de 2 segundos a 12 voltas do fim.
Nikita Mazepin foi penalizado com 5 segundo por ter desrespeitado as bandeiras azuis.
Bottas avisou a equipa que estava a perder potência, mas da box veio a confirmação que era um problema num sensor e que estava tudo bem com o Mercedes.
Logo à frente a Mercedes mandou Bottas para a box para trocar para pneus novos e tentar a volta mais rápida da corrida e com isso ganhar mais um ponto. A Red Bull fez o mesmo com Verstappen.
Verstappen fez a melhor volta na última volta da corrida, batendo a tentativa de Bottas, mas a sua marca foi apagado por ter ultrapassado os limites de pista, por isso o ponto extra vai para Bottas.
Carlos Sainz esteve a lutar com a degradação dos pneus médios no final da prova, tendo sido ultrapassado nas voltas finais por Alonso, Ricciardo e Pierre Gasly.
No fundo do pelotão é de ressalvar a luta entre Mick Schumacher e Nicholas Latifi, com o rookie alemão a conseguir terminar à frente do piloto da Williams.
Lewis Hamilton garantiu assim a 97ª vitória, tendo chegado a rodar no terceiro posto e conseguido ganhar posições até chegar à liderança e mostrar toda a sua capacidade em manter o ritmo certo conforme a corrida vai exigindo.










